Bolsonaro quer aumento salarial para servidores públicos, diz ministro

De acordo com ministro da CGU, Jair Bolsonaro pretende aumentar os salários dos servidores públicos até o final do seu mandato (dezembro de 2022). Saiba mais!

Bolsonaro quer aumento salarial para servidores públicos: ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, em pronunciamento

De acordo com o Rosário, o presidente tem demonstrado se opor à redução de benefícios aos servidores. - Foto: Anderson Riedel/PR

Em reunião por videoconferência com servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), o ministro Wagner Rosário ressaltou que o presidente pretende aumentar o salário dos funcionários públicos até dezembro de 2022. Os reajustes salariais vão na contramão de um dos pilares da Reforma Administrativa, cujo objetivo é reduzir os gastos públicos com pessoal, extinguir a progressão automática na carreira e reduzir salários iniciais dos futuros aprovados em concursos.

"O presidente falou na reunião: ‘Eu queria dar um aumento salarial para os servidores antes de terminar meu mandato, no meu mandato eles não tiveram nenhum aumento’”, relatou o ministro da CGU, de acordo com informações do jornal O Globo. Além do mais, Rosário também disse que os temas abordados na Reforma Administrativa ainda estão passando por análises criteriosas e que o Jair Bolsonaro não compactua com alguns trechos.

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Rosário afirmou que Bolsonaro pretende aumentar os salários dos servidores

A videoconferência com os servidores da CGU aconteceu na manhã da última sexta-feira (31/07). Na ocasião, Wagner Rosário fez críticas pontuais à maneira com que os servidores são tratados interna e publicamente. O ministro da CGU ainda destacou que os integrantes do Executivo disseram que o funcionalismo não tinha, até então, perdido nenhum benefício. Por essa razão, seria necessário planejar cortes salariais.

“Quando falaram que os servidores não estão perdendo nada, eu disse: ‘Não estão perdendo nada? Perdi R$ 1.400. Estou pagando quatro mil de previdência e você vem falar que não perdemos nada!’”, disse Wagner Rosário, com base em apurações feitas pelo jornal O Globo.

De acordo com o ministro, Jair Bolsonaro tem demonstrado se opor à redução de benefícios no funcionalismo público. “Fico tranquilo porque o presidente é completamente contra. O máximo que ele [Bolsonaro] aceitou foi congelar os salários durante dois anos a contar de março”, declarou. 

Bolsonaro quer enviar Reforma Administrativa apenas em 2021

Mesmo com a intenção de retomar o debate ainda no segundo semestre de 2020, Jair Bolsonaro destacou que enviará a Reforma Administrativa somente em 2021. O presidente alegou que não há mais tempo suficiente para aprovar o texto por agora e prefere promover o debate mais para frente.

“O segundo semestre acaba em novembro por causa das eleições. Isso [o envio da reforma administrativa], com toda a certeza, fica para o ano que vem”, disse Bolsonaro em entrevista à BandNews no final de junho de 2020. A data será posteriormente definida tanto pelo Congresso quanto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A principal justificativa para o adiamento reside na necessidade de vencer a “guerra da mídia” sobre a proposta. Jair Bolsonaro defende que o governo federal, antes de mais nada, precisa fazer um bom trabalho nos veículos de comunicação para explicar o assunto com mais detalhes. Assim sendo, o objetivo seria o de mostrar que a Reforma Administrativa não prejudicará a estabilidade dos servidores públicos.

“É um desgaste muito grande. Eu não estou preocupado com reeleição, mas nós devemos nos preocupar com o brasileiro de forma honesta, justa, e não ser massacrado pela opinião pública por uma coisa que você não fez e não propôs”, explicou.

A proposta, com base em informações já divulgadas, deve atingir apenas os futuros servidores públicos. Em resposta ao pronunciamento de Bolsonaro, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que a Reforma Administrativa precisa ser colocada em tramitação o quanto antes. Entretanto, tudo vai depender do período em que ela será enviada pelo Executivo.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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