Bolsonaro reclama que auxílio emergencial aumenta dívida do país

As quarta e quinta parcelas do auxílio emergencial podem ser as últimas concedidas pelo governo. Jair Bolsonaro alegou que os repasses afetam dívida do Brasil.

Durante sua transmissão pelas redes sociais na última quinta-feira (02/07), Jair Bolsonaro destacou que os repasses do auxílio emergencial estão aumentando a dívida do país. O presidente também mencionou que não pretende estender os benefícios por mais tempo e, por conseguinte, fez um apelo para a reabertura no setor do comércio.

“Assinei o decreto essa semana. Mais duas parcelas que vão cobrir julho e agosto. Não podemos continuar por muito tempo, não é dinheiro que está sobrando, estamos nos endividando com isso. A gente apela aos prefeitos e governadores, cada vez mais, com responsabilidade, para abrir o comércio e botar a economia para funcionar. Sabemos que é pouco, mas dá para fazer compra para necessidades básicas”, disse Bolsonaro ao longo de sua live nas redes sociais.

Desde então, conforme dados preliminares, o auxílio emergencial já foi transferido para mais de 60 milhões de brasileiros afetados pela crise do novo coronavírus. O Ministério da Cidadania recebeu, por meio da Medida Provisória nº 988/2020, mais R$ 101,6 bilhões de reais para financiar a quarta e quinta parcela dos benefícios. Essas seriam as últimas cotas fornecidas pelo governo.

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Bolsonaro diz que auxílio emergencial aumenta dívida do Brasil

O auxílio emergencial foi oficialmente prorrogado para mais duas cotas de R$ 600,00, que devem ser repassadas ao longo das próximas semanas. Contudo, Jair Bolsonaro (sem partido) não pretende prolongar os benefícios por mais tempo. A sua principal justificativa é a de que o financiamento dos recursos está afetando os cofres públicos e a dívida brasileira.

Os parlamentares do Congresso, por outro lado, já estão elaborando novas propostas para aumentar o número de parcelas do auxílio emergencial. Dessa forma, a ideia é a de estender os benefícios para até o final de 2020 e modificar o decreto assinado pelo presidente.

O senador Paulo Paim (PT-RS) é um dos parlamentares que defendem a continuidade nos pagamentos do auxílio às pessoas economicamente vulneráveis. Em pronunciamento realizado no mês de junho, Paim solicitou que os valores sejam repassados enquanto perdurar a crise ocasionada pelo novo coronavírus.

“Esse benefício tem ajudado a compensar a queda da renda do trabalhador, principalmente os mais pobres. Mas ele é muito pouco, precisa ser prolongado enquanto durar a calamidade pública e toda essa crise. Tem que chegar a 100 milhões de pessoas até o fim do ano”, argumentou.

Calendário das novas parcelas

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que os cronogramas da quarta e quinta parcela já estão sendo finalizados e devem seguir para a aprovação presidencial. Conforme o representante da instituição financeira, as cotas do auxílio têm impacto maior no interior do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

A quarta parcela para os inscritos no Bolsa Família, por sua vez, começará a ser transferida a partir do dia 20 de julho de 2020. A lógica continuará sendo a mesma aplicada nos três primeiros pagamentos: os valores serão depositados conforme o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários.

Todos recursos para o auxílio emergencial foram aprovados por meio de quatro MPs. As medidas provisórias forneceram créditos extraordinários que não entram na conta do teto de gastos. Dessa maneira, eles podem ser usados em momentos de calamidade pública.

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