Bolsonaro: “vão pedir o auxílio para quem tirou o seu emprego”

Presidente falou que a paralisação de atividades comerciais durante a pandemia provocou o desemprego.

O presidente, Jair Bolsonaro, durante sua tradicional live, afirmou que o auxílio emergencial não será prorrogado e que o trabalhador deveria "pedir o auxílio para quem tirou o seu emprego”. A fala foi em referência a quem defendeu o isolamento social e a quarentena durante o pico da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Eu não quero culpar ninguém, mas vão pedir o auxílio para quem tirou o seu emprego. Para aqueles que falaram: 'Fique em casa', o Brasil todo parou", afirmou Bolsonaro sobre o grande número de desempregados no país.

Na sequência, ele lembrou que o auxílio é algo temporário e que as pessoas precisam trabalhar. "Se não trabalhar, não come. A gente lamenta, mas o auxílio emergencial, que era para três meses, nós prorrogamos por mais dois. Nós criamos um outro auxílio emergencial, não mais de R$ 600, mas de R$ 300", comentou.

Endividamento por causa do auxílio emergencial

Durante a live, Bolsonaro afirmou que o benefício está causando um grande endividamento ao país. “Não é porque eu quero pagar menos, mas é porque o Brasil não tem mais como se endividar mais", disse o presidente

Segundo o governo federal, o auxílio emergencial beneficiou 80% dos lares mais pobres do país. Todavia, os custos com o benefício são de cerca de R$ 52 bilhões por mês. Além disso, o TCU já constatou a ocorrência de muitas fraudes durante o pagamento. Segundo o órgão, por enquanto, já foram identificados que R$ 42 bilhões foram pagos indevidamente.

Auxílio será prorrogado até dezembro

O governo anunciou no dia 01 de setembro que o auxílio emergencial será prorrogado até o final do ano. Portanto, serão mais quatro parcelas, porém com valores de R$ 300,00.

Apesar disso, a MP 1000/2020, que trata sobre a prorrogação do benefício, poderá ser modificada. Senadores e deputados enviaram, ao todo, 262 sugestões de mudança ao texto original. Entre as modificações que mais chamam a atenção estão os pedidos para que o benefício continue sendo de R$ 600,00. Votações ocorrerão nas duas casas do Congresso Nacional para definir as novas regras.

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