Bolsonaro veta maior parte da ampliação do auxílio emergencial

Com a ampliação, mais pessoas passaram a ter direito de receber o auxílio emergencial. Porém, vetos do presidente irritaram parlamentares.

ampliação do auxílio emergencial, presidente Bolsonaro

Vetos do presidente impediram que mais pessoas fossem beneficiadas. - Foto: Marcos Corrêa/ Palácio do Planalto

Foi sancionada, com vetos, a ampliação do auxílio emergencial, na edição desta sexta-feira (15/05) do Diário Oficial da União. O presidente Jair Bolsonaro não concordou com a maior parte do projeto de lei aprovado pelo Senado Federal. Somente mães solteiras que sejam menores de 18 anos poderão fazer parte dos cidadãos que já recebem o benefício.

Bolsonaro vetou que cabeleireiros, manicures, taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de transporte escolar, ambulantes, pescadores, caminhoneiros, professores contratados que não estão recebendo, entregadores de aplicativo e babás pudessem receber os R$ 600,00. No projeto original, esses profissionais estavam contemplados.

Além disso, pais solteiros também não poderão ter o benefício de R$ 1.200,00, como ocorre com mães solteiras que são chefes de família.

Diversos senadores reagiram negativamente ao veto presidencial. Em publicações em redes sociais e também durante entrevistas, os parlamentares comentaram a decisão de Bolsonaro. Um dos mais enfáticos foi o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do projeto original da ampliação.

Para Rodrigues, o presidente teria sido covarde. "Bolsonaro lava suas mãos em uma bacia de sangue! Quantos desses trabalhadores e quantas dessas famílias sofrerão, além da crise, com a fome e a falta de recursos? Covarde! Vamos lutar pela derrubada desses vetos!", afirmou em entrevista à Agência Senado.

Ex-aliado de Bolsonaro, o líder do PSL, senador Major Olímpio (SP), também criticou a decisão. “Irresponsabilidade, insensatez, vergonha o que o governo fez. A única coisa que o Congresso tem que fazer é derrubar esse veto parcial. É tirar essa vergonha nesse momento para que milhões de brasileiros possam sobreviver, se alimentar, levar o feijão com arroz para sua família", disse em vídeo no Twitter.

Agora, os senadores já começaram as conversas sobre como poderão derrubar o veto presidencial. Esta é uma das prerrogativas do Legislativo e já foi usada várias vezes ao longo da história.

Segunda parcela começa a ser paga nesta segunda

A segunda parcela do auxílio emergencial começará a ser paga nesta segunda-feira (18). De acordo com o calendário, os primeiros a receberem a segunda parcela do benefício são as pessoas que fazem parte do Bolsa Família. O objetivo do calendário é evitar filas e aglomerações nas portas das agências bancárias, além de agilizar o serviço.

Ainda há tempo de se inscrever

Pessoas que possuem o direito de se inscreverem e desejam obter o auxílio emergencial ainda podem se registrar. A Caixa garante que mesmo quem faça a inscrição durante o pagamento da segunda ou da terceira parcela ainda terá o direito de receber. O prazo final é o dia 02 de julho.

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