Censo 2021 vai depender da campanha de vacinação no Brasil

O IBGE informou que uma condição para a realização do Censo em 2021 seria o avanço da vacinação, uma vez que o risco de contaminação pode impedir a pesquisa.

censo 2021: a imagem mostra dois servidores do IBGE em frente a portão de casa

O IBGE sugere que sejam avaliadas alternativas para a pesquisa. - Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A realização do Censo Demográfico 2021 vai depender do andamento da vacinação contra o coronavírus no Brasil, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sendo assim, é possível que tanto a pesquisa como o concurso IBGE sejam realizados apenas em 2022.

Na última sexta-feira (07/05), o STF começou a avaliar de aprova, ou não, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de obrigar o governo federal a realizar o levantamento de dados ainda neste ano. De acordo com a justificativa de Mello, cancelar o Censo 2021 viola "o dever específico de organizar e manter os serviços oficiais de estatística e geografia de alcance nacional", previsto na Constituição.

A Advocacia Geral da União (AGU) chegou a recorrer à liminar, pedindo para o adiantamento da pesquisa ou para o uso de determinados recursos, caso ela seja mantida este ano. A resolução do ministro Marcu Aurélio será votada pelos demais ministros do Supremo na próxima sexta-feira (14/05).

IBGE traça diferentes cenários para o Censo 2021 e concurso

O Instituto enviou um ofício ao STF pontuando possíveis cenários para caso a liminar de realização do Censo em 2021 tenha prosseguimento. O documento apresenta os aspectos negativos de colocar o levantamento em exercício neste ano. Segundo o IBGE, a campanha de vacinação pode ser um impedimento para a coleta de dados.

O órgão justifica que a curva epidemiológica é fator crucial para definir se as provas do concurso IBGE para recenseadores aconteceriam em julho. Isso porque o número de casos só aumenta e reunir os candidatos seria assumir risco de contaminação. Outro ponto trazido pelo Instituto é a o problema de a maioria da população ainda não estar vacinada contra a COVID-19.

Assim, mesmo que o certame seja realizado e os recenseadores contratados, é possível que pela própria segurança, eles não queiram fazer as entrevistas presenciais. Isso prejudicaria o andamento do Censo 2021, sendo assim o Instituto propôs a análise de  "alternativas de realização da operação censitária em 2022".

"A mais plausível é a realização nos mesmos períodos do plano original - com a coleta de dados nos meses de agosto a outubro, mantendo-se, assim, os mesmos prazos planejados para a operação de 2020, com ajustes na cadeia de treinamento", informa o ofício, assinado por Maria Vilma Salles Garcia, coordenadora da pesquisa.

Outra possibilidade seria colher os dados no primeiro semestre de 2022. Mas o IBGE ressaltou que, nesse caso, as entrevistas não poderiam ser feitas antes do mês de maio, porque, para isso, seria necessário contratar e treinar os servidores entre dezembro de 2021 e março de 2022. Segundo o órgão, esse é o "período de viagens e as questões orçamentárias são prejudiciais à execução dessas atividades".

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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