Cidade do Povo vai gerar 20 mil postos de trabalho no Acre

Programa Cidade do Povo também é a maior parceria público-privada já firmada no Acre e deverá gerar 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Se você tem disposição para o trabalho e pretende ingressar na área da construção civil, prepare-se para a demanda de mão de obra que será gerada pela construção da Cidade do Povo, maior programa habitacional do Estado do Acre. A Cidade do Povo será um bairro da capital acreana, mas terá uma população superior a quase todos os municípios acreanos, com exceção apenas de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A estimativa é de que 50 mil pessoas morem no local.

De acordo com um levantamento encomendado pela Federação das Indústrias do Acre (Fieac), assinado pelo economista Carlos Estevão, durante o pico da obra devem ser gerados 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Pelas estimativas, serão necessários 1.796 ajudantes diversos, 1.950 serventes, 1.123 pedreiros, 298 encanadores, 116 serralheiros e 343 pintores, além de marmoristas, contramestres, engenheiros, soldadores, topógrafos, mestres de obras, encanadores, motoristas, gesseiros, vigias noturnos e outros profissionais.

Obras já iniciaram

As obras da Cidade do Povo já iniciaram. A fase de terraplanagem está concluída em 20% e a ordem de serviço para as primeiras edificações já foi assinada. Serão 10.518 unidades habitacionais, além de toda a infraestrutura que uma cidade requer: ruas, calçadas, praças e espaços públicos, rede de água e esgoto, escolas, delegacias, áreas comerciais e áreas verdes. 

Parceria Público-Privada

Além de ser o maior projeto habitacional do Estado, a Cidade do Povo também é a maior parceria público-privada já firmada no Acre. Governo do Estado e empresários do setor industrial deram as mãos para garantir um investimento que soma R$ 1,1 milhão de reais e vai injetar na economia acreana R$ 7,2 milhões por mês em salários. E não é só a construção civil que sairá no lucro. Além de melhorar o poder de compra do consumidor – que gasta seus rendimentos no comércio local, diversas cadeias produtivas são movimentadas pela obra, entre elas a da alimentação e da confecção. Serão consumidos mais de cinco milhões de marmitex e mais de 140 mil camisetas, por exemplo.

A grande procura por mão de obra deve valorizar o mercado e diminuir a oferta de pedreiros, pintores, eletricistas e outros profissionais da área. “Enquanto as obras da Cidade do Povo estiverem em andamento não quer dizer que as demais obras que ocorrem no estado estarão suspensas. Ao contrário, continuam sendo lançados empreendimentos que demandam todos estes profissionais, do arquiteto ao pintor, mas o mercado acaba encontrando um jeito de se regular. Devem vir profissionais dos municípios e de outros estados para atuar aqui”, disse o empresário João Salomão, vice-presidente da Fieac.

Informações do Governo do Estado do Acre

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