Concurso INSS: CNTSS acredita que temporários não serão suficientes

A CNTSS, assim como o Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social, exigem a abertura de um concurso INSS para efetivos antes de 2022.

Concurso INSS: prédio da Previdência Social

A CNTSS afirmou que irá continuar pedindo por concurso público para efetivos. - Foto: Wikimedia Commons

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social - CNTSS se posicionou contra um concurso INSS só em 2022. Segundo o presidente da CNTSS, Sandro Alex, os servidores temporários não serão suficientes para suprir as demandas do órgão. Com um déficit de 22 mil funcionários e uma inundação de pedidos do benefício a lógica seria realizar um novo concurso, porém não foi autorizado pelo Governo Federal.

Por isso, uma contra proposta de admitir temporariamente militares da reserva e servidores aposentados do INSS foi feita e aceita. Dessa forma, será montada uma força-tarefa para regularizar a grande quantidade de pedidos, permitindo que o órgão reestruture a organização de prestação de serviços. Os contratos teriam vencimento no final de 2021, abrindo possibilidade para um concurso no ano seguinte.

No entanto, segundo Alex, “os benefícios vão continuar crescendo e não haverá trabalhadores para atender. Isso que estão tentando fazer de contratação temporária, já foi visto antes e não deu certo. Agora não será diferente”. Ele explica que analisar e conceder benefícios “não é uma coisa simples, é algo que requer um conhecimento bem específico em Legislação Previdenciária. Não é simples analisar um processo e dizer se uma pessoa tem direito ou não a uma determinada modalidade de benefício”.

Sobre a situação do INSS, o Governo já disse que irá priorizar contratações para áreas essenciais e que a saída para o órgão, por enquanto, é a admissão de temporários. O presidente do INSS, Leonardo Rolim, por sua vez, reconhece a necessidade de concurso INSS, mas pretende regularizar a situação do Instituto primeiro.

Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo - SINSSP, responsável por representar os servidores ingressos de concurso INSS, se opõe a essa visão. De acordo com o Sindicato, há uma diferença nas remunerações entre os trabalhadores do INSS e militares da reserva. Bem como, o número de militares habilitados para os serviços é maior em algumas localidades do que em outras.

“Além de ferir o estatuto do idoso, militares foram favorecidos em virtude de poderem se aposentar a partir dos 44 anos enquanto no serviço público federal os servidores civis se aposentam com idade mínima, mulher 55 anos e homem 60 anos, se levarmos em consideração a regra antes da recente Reforma da Previdência”, destaca o SINSSP.

“O quadro atual só será revertido com a realização de concurso público e a incorporação de profissionais capacitados e com perspectiva de desenvolvimento de carreira no Seguro Social”, disse a CNTSS em nota. A Confederação informou que irá cobrar as autoridades sobre a realização de um concurso INSS um tanto antes. Dentro das exigências estão também investimentos em infraestrutura, tecnologia da informação, programas de informática e outras áreas para melhor preparo dos servidores.

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