Concurso PRF: candidato explica como foram as provas do certame; VEJA

As provas do concurso PRF foram aplicadas no último domingo (09/05). De acordo com candidato, pessoas se aglomeraram no final da aplicação. Saiba os detalhes.

Como foram as provas do concurso PRF: policial rodoviário federal em rodovia

As provas da PRF contaram com 120 itens de “certo” ou “errado”, além de redação. - Foto: Reprodução / PRF Paraná

A Polícia Rodoviária Federal, por meio da Advocacia-Geral da União, conseguiu derrubar a decisão que suspendia as provas do concurso PRF. Dessa maneira, as avaliações se mantiveram e foram aplicadas no último domingo, dia 09 de maio de 2021. Era esperado o comparecimento de 304,3 mil pessoas que se inscreveram no concurso PRF, perfazendo uma demanda de 202,9 por vaga ofertada.

James de Souza Guedes, de 24 anos, realizou as provas no Colégio Estadual Góes Calmon, que fica no Bairro de Brotas, em Salvador/BA. Formado em Gestão Financeira e residente de Brumado/BA, o profissional já se aventura no universo dos certames há mais de quatro anos. O candidato, em entrevista para Concursos no Brasil, teve uma boa impressão sobre as provas da PRF, planejadas pelo Cebraspe.

“Na minha opinião, foi a prova mais organizada que o Cebraspe elaborou, pelo menos no local que eu fiz que foi em Salvador/BA. Logo que eu cheguei no colégio Góes Calmon, achei que estava no lugar errado, porque eu não vi quase ninguém. Ou seja, aquela questão de separar por grupos (quem entra primeiro) funcionou muito bem. O meu grupo era o 4º: que iria entrar das 13h30 às 13h45”, disse James.

“Achei uma prova bem complexa”, diz candidato

Ao realizar as provas do concurso PRF (Polícia Rodoviária Federal), James Guedes aplicou a mesma lógica que já havia usado em certames anteriores. O baiano focou nas matérias que mais gosta e, depois, passou a responder aquelas que não o interessam muito. Ao todo, as provas da PRF contaram com 120 itens de “certo” ou “errado”. Também foi cobrada redação, com valor máximo de 20,0 pontos.

“Quando respondi a prova toda, eu fui para a redação e já passei para a folha definitiva. No tempo que sobrou, eu respondi as questões que deixei em branco. Lembrando que eu passei para o gabarito assim que fui terminando as matérias; não deixo para passar tudo de uma vez”, explicou o candidato. James Guedes notou que, no geral, as provas do concurso PRF estavam “bem complexas”.

“(...) Principalmente na língua estrangeira que, no meu caso, foi o Inglês. Foram oito questões de interpretação e gramática juntas. A parte de Matemática também foi complexa, pois o Cebraspe inovou com questões longas, envolvendo textos longos e que exigiam boa interpretação”, complementou. Para ele, a matéria sobre Legislação de Trânsito compensou a do último concurso PRF.

“No certame anterior, veio mais itens de CTB [Código de Trânsito Brasileiro] puro. Dessa vez, as resoluções vieram mais ‘pesadas’ nessa prova”, informou. As questões relacionadas com Direito e Geopolítica, para James Guedes, estavam “bem tranquilas”. “Bastava uma leitura da Lei Seca e uma pequena noção de atualidade que dava pra responder”, afirmou para o site Concursos no Brasil.

Na etapa de redação, foi necessário elaborar um texto a respeito do seguinte tema: A Inovação Legislativa como Instrumento para a Redução dos Acidentes de Transporte Terrestre. Era necessário se atentar à estrutura textual e o desenvolvimento do assunto, bem como gramática, grafia, vocabulário, pontuação e morfossintaxe. “A redação veio supertranquila. Tudo a ver com a PRF”, afirmou James.

Lembrando que, fora a etapa de redação, as provas do concurso PRF contaram com três blocos de matérias:

Bloco I (55 questões):

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Informática;
  • Física;
  • Ética e Cidadania;
  • Geopolítica;
  • Língua estrangeira (Inglês ou Espanhol).

Bloco II (30 questões):

  • Legislação de Trânsito: foi cobrada a Lei n° 14071/2020, assim como o CTB e suas alterações.

Bloco III (35 questões):

  • Direito Administrativo;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Penal;
  • Direito Processual Penal;
  • Legislação Especial;
  • Direitos Humanos.

Protocolos de segurança nas provas do concurso PRF

James Guedes respondeu as provas da PRF durante todo o tempo permitido pelo Cebraspe (cerca de 4h30). Para ele, os protocolos de segurança contra a COVID-19 foram seguidos de maneira satisfatória. “Percebi que todos os fiscais do Cebraspe usavam máscaras e aquele protetor de plástico no rosto. Além disso, antes de entrar no local de provas, eles mediram a temperatura dos candidatos”, contou.

Na sala em que realizou as provas da PRF, James explicou que as cadeiras estavam distantes umas das outras a cerca de 1,5m. Ele também enfatizou que o nível de desistência pode ter sido elevado. “Na minha sala iriam fazer a prova 16 pessoas, mas pasme... Somente seis pessoas foram fazer a prova (eu e mais cinco). Ou seja, o nível de desistência foi muito alto nesse concurso”, disse.

O concurseiro também afirmou que havia álcool em gel tanto fora quanto dentro das salas em que as provas foram aplicadas. Conforme James, o maior problema ocorreu no momento de sua saída. “Quando acabou a prova, muitos candidatos ficaram na porta do colégio esperando Uber ou táxi. Nessa hora, sim, havia aglomeração. Na saída, tinha aproximadamente umas 40 pessoas na porta da escola".

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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