Contratação de novos servidores tem menor número desde 2011

No primeiro semestre de 2020, um pouco mais de 32 mil pessoas foram contratadas por meio de concurso.

Contratação de novos servidores tem menor número desde 2011, Ministério da Economia

Melhor período para novos servidores ocorreu em 2014. - Foto: Agência Senado

Segundo dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), atualizado pelo Ministério do Planejamento, nos sete primeiros meses de 2020, a contratação de novos servidores foi a menor da história desde 2011.

Conforme o levantamento do PEP, de janeiro a julho, somente 32.040 pessoas assumiram cargos públicos por meio de um concurso público. No mesmo período, em 2011, foram 30.476. Se comparado com os números do ano de 2019, houve uma queda de cerca de 22%.

Em contrapartida, em 2014, mais de 48 mil novos servidores entraram para o funcionalismo público de janeiro a julho, sendo um recorde.

Baixo número está de acordo com o Ministério da Economia

Mesmo antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Ministério da Economia tinha projetos para reduzir a quantidade de novos servidores. Com a crise, foi determinado que novos certames só podem ser realizados para preencher vagas já existentes.

Além disso, o governo enviou ao Congresso Nacional o projeto da reforma administrativa no dia 03 de setembro.

Reforma administrativa poderá afetar concursos

A reforma administrativa poderá afetar bastante a vida dos servidores públicos e dos concursos em caso de aprovação. Entre os vários pontos estavam o corte de benefícios, fim da estabilidade para muitos cargos, flexibilização de demissões e a possibilidade de dar mais poder ao presidente, permitindo que ele pudesse alterar ou excluir cargos e órgãos com apenas um decreto.

Sendo assim, é possível que uma pessoa passe em um concurso e não tenha mais estabilidade, diferente do que ocorre hoje em dia. Falta o governo definir exatamente quais serão os critérios para que um cargo tenha ou não estabilidade.

Vale ressaltar que a reforma não será válida para juízes, parlamentares, membros do Ministério Público e militares. A justificativa foi a de que os militares já tiveram sua reforma e os demais servidores não podem ser enquadrados na proposta por não serem do Poder Executivo.

Ao mesmo tempo, recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o aumento do teto salarial por meio da “meritocracia”. De acordo com ele, a iniciativa tem como objetivo valorizar os bons funcionários e impedi-los de sair para a iniciativa privada.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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