Coronavírus: Brasil perde 1,1 mi de vagas formais em março e abril

O setor de serviços foi o mais prejudicado, com a perda de 362,3 mil vagas formais desde janeiro de 2020. Confira os números!

Vagas formais: carteira de trabalho em destaque

Em abril, foram registradas 598.596 contratações e 1.459.099 demissões. - Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Com número recorde devido ao estado de calamidade pública, o país acabou perdendo mais de um milhão de vagas formais em março e abril de 2020. Os dados foram confirmados pelo governo federal nesta quarta-feira (27/05) e disponibilizados por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

De acordo com as informações oficiais, os cortes de empregos em carteira assinada começaram em março. Foram registradas mais de 240.702 perdas de vagas empregatícias, levando em consideração o saldo entre contratações e demissões.

Por conseguinte, os impactos da pandemia se estenderam para o mês posterior. Ao menos 860.503 de vagas formais foram perdidas, perfazendo o pior resultado desde 1992 em um mesmo mês de abril.

E o saldo final do prejuízo arraigado com o contexto de calamidade pública? A perda total de 1,1 milhão de vagas formas apenas entre os meses de março e abril, com performance no quadrimestre mais baixa desde o ano de 2011 (36,824 milhões de empregos formais).

Impacto de 1,1 mi de vagas formais: entenda os números

Os números recentemente divulgados representam o saldo entre contratações e demissões. Dentro dessa perspectiva, o pior resultado recaiu ao setor de serviços. Ao menos 362,3 mil vagas foram perdidas desde janeiro de 2020.

O saldo negativo recebeu grande influência pelas demissões em março e da queda em contratações realizadas no mês de abril.

Confira o panorama geral dos impactos refletidos no quadrimestre de 2020:

  • Em janeiro e fevereiro, as contratações superaram as demissões no país (saldo positivo de 113.155 vagas formais);
  • Em março, foram 1.386.126 contratações contra 1.626.828 demissões (saldo negativo de 240.702);
  • Em abril, foram 598.596 contratações e 1.459.099 desligamentos (saldo negativo de 860.503 vagas formais).

Em nota expedida pelo Ministério da Economia, algumas especulações foram confirmadas. O resultado, conforme a pasta, teria sido consideravelmente mais grave sem os repasses do auxílio emergencial.

As jornadas reduzidas e os contratos suspensos também minimizaram o cenário de crise econômica. Conforme estimativas do Ministério da Economia, foram preservados 8,1 milhões de empregos por meio dos incentivos estatais.

IBGE promove cálculos diferentes

Vale lembrar que os dados do Caged consideram somente as vagas estabelecidas em carteira assinada. Existem outros cálculos sobre desemprego que também foram apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Eles são mais amplos e conseguem abarcar todos os trabalhadores, mesmo aqueles que não tenham sido formalmente empregados. A última das pesquisas expõe que o Brasil tinha, em média, 12,9 milhões de desempregados no final de março de 2020.

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