Correios lucram R$ 1,5 bilhão e ainda podem ser privatizados

Mesmo com resultados positivos e expressivos, Correios estão na mira da privatização. Câmara já aprovou projeto que dá urgência ao tema.

Mesmo na mira da privatização, os Correios tiveram um lucro líquido de R$ 1,53 bilhão em 2020. Os dados foram obtidos pelo Estadão/Broadcast e apontam o melhor resultado em cerca dez anos.

As informações ainda não foram divulgadas oficialmente pelos Correios. Vale lembrar que a empresa deve desestatizada juntamente com Eletrobras (aprovada na Câmara), Emgea, Ceasaminas, Porto de Vitória (Codesa), Nuclep, Trensurb, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

Correios: maior lucro em uma década

Segundo os dados antecipados, o lucro de R$ 1,53 bilhão é bastante significativo, pois os Correios não batiam a casa do bilhão desde 2012 (R$ 1,1 bilhão). Para se ter ideia, entre 2013 e 2016, a empresa operou no vermelho.

Os lucros também indicam que houve um crescimento no patrimônio líquido da companhia. Agora, a estimativa é de que os números sejam de R$ 950 milhões, um salto de 84% em relação ao ano de 2019. Mesmo com os resultados positivos, a empresa deve ser vendida pelo governo federal.

Lira quer votar privatização dos Correios entre junho e julho

Em maio, durante entrevista à TV Bandeirantes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP - AL), disse que a votação da privatização dos Correios deve ocorrer entre os meses de junho e julho de 2021.

“É meu dever que os debates ocorram, e com muita firmeza e diálogo fazer com que eles andem", disse em uma entrevista concedida à TV Bandeirantes.

Segundo Lira, o Congresso tem um perfil considerado reformista. Por isso, em abril, a Câmara aprovou que o Projeto de Lei 591/21, que viabiliza a privatização dos Correios, se tornasse urgente, ou seja, com procedimentos mais rápidos.

Conselho do PPI recomendou privatização dos Correios

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por estudos sobre desestatização, recomendou a privatização dos Correios após terminar a fase inicial de estudos.

De acordo com o relatório, “estudos mostram que elevar a taxa de investimento por meio da iniciativa privada será fundamental para acompanhar as evoluções e transformações do setor postal”.

Portanto, conforme o Conselho do PPI, a melhor alternativa seria a venda para algum ente privado. Os estudos não incluíram os lucros de R$ 1,5 bilhão de 2020, pois ainda não foram divulgados.

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