Custos com o auxílio emergencial bateram a marca de R$ 150 bilhões

Mais de R$ 150 bilhões foram gastos pelo governo federal com o auxílio emergencial e quase 66 milhões foram beneficiados.

Custos com o auxílio emergencial bateram a marca de R$ 150 bilhões, cédulas de reais com computador ao fundo

Gastos já passaram de R$ 150 bilhões. - Foto: Concursos no Brasil

O governo federal anunciou que os custos com o auxílio emergencial bateram a marca de R$ 150 bilhões. O valor corresponde ao Produto Interno Bruto (PIB) de pequenos países europeus como Islândia, Chipre, Bósnia ou Geórgia. Ao todo, 65,9 milhões de pessoas foram beneficiadas, o que corresponde a mais de um quarto dos brasileiros do país.

De acordo com o governo federal, o auxílio emergencial ampliou a renda de famílias no Nordeste em cerca de 23%. Além disso, foi apontado que com o pagamento do benefício se descobriu que uma grande camada da população não tinha nem acesso a serviços bancários para poder receber o dinheiro.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, declarou que o auxílio emergencial possui um grande impacto social e econômico. “O Auxílio Emergencial está fazendo a diferença na vida das pessoas e movimentando a economia, em especial nas regiões mais pobres”, afirmou.

O auxílio emergencial foi criado com o objetivo de minimizar os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Por causa da doença, a economia passou a ter problemas e com isso muitas pessoas perderam seus empregos ou viram suas rendas caírem drasticamente. Entre os mais afetados estão os trabalhadores informais e os brasileiros mais pobres.

Com isso, o governo decidiu realizar o pagamento de três parcelas de R$ 600,00. No entanto, depois de pressão popular, o benefício foi prorrogado para três parcelas.

Governo estuda prorrogação do benefício

No momento, o governo estuda prorrogar o benefício até março de 2021. Apesar de ressalvas do Ministério da Economia, as pessoas mais envolvidas com o lado político apontam que o auxílio emergencial colaborou para aumentar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro após queda durante a pandemia.

A ideia é que as parcelas sejam reduzidas e fiquem entre R$ 200,00 e R$ 300,00. Apesar de querer prorrogar os pagamentos, o governo terá que obter uma aprovação no Congresso Nacional, pois os valores só podem ser mudados com aprovação do Legislativo e o estado de calamidade só vai até dezembro, impossibilitando a extensão desejada.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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