Deputados aprovam Bolsa do Povo, que unifica programas sociais de SP

O Bolsa do Povo deverá reunir todos os programas sociais que já existem em São Paulo. Será feito o cadastro único dos moradores que forem contemplados.

Bolsa do Povo em São Paulo: João Doria em destaque

O governo de São Paulo pretende contratar 20 mil pais e mães de estudantes das escolas públicas. - Foto: Reprodução/Governo de São Paulo

Na última quinta-feira (29/04), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o Bolsa do Povo. O projeto visa fornecer apoio aos moradores do estado, unificando os programas sociais existentes. A criação de um auxílio emergencial em São Paulo, por outro lado, não consta no texto-base do projeto. Vale destacar que as emendas parlamentares ainda não foram deliberadas e, por isso, os detalhes sobre o Bolsa do Povo deverão ser novamente discutidos.

"O auxílio emergencial você faz no montante, no volume, quando tem Casa da Moeda, como é o caso do governo federal. Estados e municípios não têm, e isso gera dificuldade para criá-lo. O que o governo faz aqui é pegar os programas sociais, que têm os beneficiários identificados, e ampliá-los", explicou o líder da Casa Legislativa, deputado Vinicius Camarinha (PSB), ao ser questionado sobre a ausência do auxílio emergencial em SP.

O presidente da Casa, Carlão Pignatari (PSDB), finalizou a sessão sem mencionar quando será a próxima. Assim que a data for devidamente definida, serão votadas as emendas parlamentares. O projeto de lei nº 221/2021, que cria o Bolsa do Povo, não trouxe detalhes sobre quando os benefícios serão distribuídos em São Paulo. Conforme a proposta, caberá ao Poder Executivo definir os critérios e demais condições.

Sobre o Bolsa do Povo em São Paulo

Com o Bolsa do Povo em São Paulo, a ideia é de unificar os benefícios que já existem e melhorar o alcance para atender cerca de 500.000 famílias em 645 municípios. O projeto, viabilizado por meio de um cadastro único, deverá reunir e ampliar os seguintes programas já existentes do estado de São Paulo:

  • Renda Cidadã (Assistência Social): aumento no número de beneficiários e no valor dos repasses: de R$ 80 para R$ 100;
  • Aluguel Social (Habitação);
  • Bolsa Trabalho (Emprego);
  • Talento Esportivo (Incentivo);
  • Auxílio Via Rápida (Qualificação Profissional);
  • Ação Jovem: aumento no valor dos repasses (de R$ 80 para R$100). Esse programa é destinado para garantir que os estudantes de 15 a 24 anos permaneçam nos estudos.

O governo de São Paulo também pretende contratar 20 mil pais e mães de estudantes das escolas públicas. Eles devem atuar em jornadas de até quatro horas diárias, especificamente pelo sistema de ensino estadual. As remunerações serão definidas no valor de R$ 500. “Nós estamos ampliando os valores investidos nos programas sociais para R$ 1 bilhão já em 2021”, explicou o vice-governador Rodrigo Garcia em pronunciamentos anteriores.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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