Desemprego no Brasil atinge novo recorde desde 2012

Pesquisa do IBGE apresenta crescimento na taxa de desemprego no Brasil e soma mais de 14 milhões de brasileiros sem nenhum trabalho.

O índice de desemprego no Brasil continua numa linha crescente e chega à marca de 14,8 milhões de pessoas sem um trabalho. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, o primeiro trimestre de 2021 mostrou um aumento em relação ao período anterior. Um novo recorde desde que a pesquisa começou a ser feita em 2012.

O estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que, pelo menos, 400 mil brasileiros perderam seus empregos desde o trimestre encerrado em fevereiro. Na última publicação, o número era de 14,4 milhões de trabalhadores desocupados. A taxa média do início de 2021 é de 14,7%, totalizando 0,8 ponto percentual a mais que no último trimestre de 2020 (13,9%).

Analista do IBGE explica o aumento de desemprego no Brasil

Segundo a analista da PNAD, Adriana Beringuy, o crescimento do índice já era esperado considerando a época da pesquisa. “As taxas de desocupação costumam aumentar no início de cada ano, tendo em vista o processo de dispensa de pessoas que foram contratadas no fim do ano anterior. Com a dispensa nos primeiros meses do ano, elas tendem a voltar a pressionar o mercado de trabalho", afirmou.

Beringuy explicou que o recorde de desemprego atual no Brasil pode ser um efeito da pandemia. A analista afirmou que os impactos de 2020 sobre o mercado de trabalho podem ter intensificado o comportamento sazonal de redução dos empregos. De acordo com o IBGE, em um ano, cerca de 1,9 milhão de brasileiros entraram para a lista de desocupados.

"Essa redução do nível de ocupação está sendo influenciada pela retração da ocupação ao longo do ano passado, quando muitas pessoas perderam trabalho. Em um ano, na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a população ocupada reduziu em 6,6 milhões de pessoas", disse Beringuy.

Informalidade se mantém estável no Brasil

As últimas edições da PNAD Contínua mostraram crescimento no número de profissionais informais também. Dessa forma, contribuindo para o avanço do nível de ocupação no país. Dessa vez, as taxas ficaram estatisticamente estáveis. A pesquisa mostra que 34 milhões de brasileiros estão trabalhando por conta própria, totalizando 39,6% da população ocupada.

O percentual é ligeiramente menor comparado ao mesmo período de 2020, quando a taxa era de 39,9%. Entretanto, a quantidade de pessoas que desistiu de procurar um trabalho também aumentou. Apesar do crescimento do desemprego no Brasil, o rendimento médio real se manteve estável em relação ao último trimestre de 2020. Segundo o levantamento, a renda média mensal está em torno de R$ 2.544,00.

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