Em 2020, governo repassou R$ 293,1 bilhões para o auxílio emergencial

A Caixa informou que, no ano passado, 67,9 milhões de pessoas foram atendidas com parcelas do auxílio emergencial. Governo desembolsou R$ 293,1 bilhões.

Parcelas do auxílio emergencial em 2020: mão segurando celular. Na tela do aparelho, é possível ver a logo do auxílio emergencial do Brasil

A renovação do benefício para 2021 já foi autorizada por meio da PEC Emergencial (nº 186/19). - Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O auxílio emergencial foi inicialmente implementado no mês de março de 2020, com o objetivo de amenizar as crises ocasionadas pela pandemia. Em levantamento divulgado nesta quinta-feira (18/03), a Caixa Econômica Federal revelou que o programa já garantiu pagamentos para 67,9 milhões de brasileiros, tendo em vista o orçamento de R$ 293,1 bilhões.

Os dados dizem respeito às transferências feitas no ano passado, bem como os saques liberados até o dia 09 de fevereiro de 2021, quando o programa foi interrompido. Conforme a instituição bancária, o auxílio emergencial "é a maior ação de transferência de renda já realizada no Brasil". A Caixa também informou que o aplicativo do programa foi instalado por 136,4 milhões de usuários, enquanto o Caixa Tem teve 309 milhões de downloads.

Histórico do auxílio emergencial

Desde o início do auxílio emergencial, o governo pretendia conceder apenas três parcelas de R$ 600 para os brasileiros com baixa renda. Foram atendidos, no ano passado, aqueles que estivessem inscritos no CadÚnico e desempregados, além de MEIs (microempreendedor individual) e trabalhadores informais. As mães chefes de família tiveram o direito de receber pagamentos dobrados (R$ 1.200 por mês).

Após pressões internas e externas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o programa seria estendido para mais duas parcelas de mesmo valor. A medida, no entanto, não se mostrou suficiente para amparar os economicamente desassistidos. Na época, a equipe do governo elaborou estudos para que os pagamentos continuassem vigentes até o final de 2020.

Em cerimônia realizada em agosto do ano passado, Bolsonaro afirmou que os repasses de R$ 600 pesavam para os cofres públicos. Uma espécie de auxílio residual, com novos critérios, acabou sendo aprovada com valor reduzido (R$ 600 para mães chefes de família e R$ 300 para os demais beneficiários). Muitos inscritos no programa ficaram de fora do novo lote de pagamentos.

“Hoje, eu tomei café com o Rodrigo Maia [antigo presidente da Câmara dos Deputados] no Palácio Alvorada. Também tratamos desse assunto do auxílio emergencial. Os R$ 600 pesam muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não tá guardado, isso é endividamento”, o presidente reforçou na época. Até então, aproximadamente 67,9 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa do auxílio emergencial.

PEC Emergencial autorizou orçamento para a retomada do benefício

A renovação do benefício para 2021 já foi autorizada por meio da PEC Emergencial (nº 186/19). Conforme informações fornecidas pelo ministro Paulo Guedes, as novas parcelas vão ter valor médio de R$ 250. Entretanto, as quantias poderão variar de acordo com a composição familiar dos beneficiários. A ideia é de conceder quatro parcelas entre os meses de abril de julho de 2021.

Em termos gerais, o valor do auxílio emergencial 2021 será definido da seguinte maneira:

  • Parcelas de R$ 150: destinadas às pessoas economicamente vulneráveis, desde que não tenham filhos e/ou dependentes;
  • Parcelas de R$ 375: para as mulheres chefes de unidade familiar (família monoparental);
  • Parcelas de R$ 250: para os demais cidadãos atendidos pelo programa do auxílio emergencial 2021.
  • Sem caráter cumulativo: ao contrário do que aconteceu no ano passado, a nova rodada do auxílio emergencial deverá limitar um benefício mensal por família.
Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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