Economia sustentável pode gerar milhões de empregos

Relatório conjunto da OIT revela que milhões de empregos voltados para a economia sustentável já foram criados.

A transição para uma economia sustentável deve ajudar a aumentar a produtividade mundial e criar empregos. Reportagem da Agência Estado informa que nas próximas duas décadas, a mudança para um economia verde poderia gerar entre 15 milhões e 50 milhões de empregos em todo o mundo. A constatação é possível graças aos dados do recém divulgado relatório conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado "Rumo ao Desenvolvimento Sustentável: oportunidades de trabalho decente e inclusão social em uma economia verde".

O documento revela que milhões de empregos já foram criados na transição para uma nova forma de gerir a economia, a exemplo dos cinco milhões de trabalhadores que estão empregados no setor de energia renovável. O Brasil é outro exemplo claro desse fenômeno: 2,9 milhões de empregos orientados a reduzir danos ao meio ambiente em 2010, correspondendo a 6,6% dos empregos formais no País.

O relatório também analisou o impacto que a transição para uma economia sustentável tem sobre os níveis de emprego, a renda e o desenvolvimento sustentável e verificou-se que agricultura, silvicultura, pesca, energia, indústria manufatureiro, de reciclagem, da construção e transportes serão os setores mais impactados - e também mais afetados. Segundo o relatório, o caminho que se vislumbra é de que os ganhos sejam ainda mais elevados nas economias emergentes em relação aos países industrializados. Isso porque os países em desenvolvimento podem queimar etapas, passando diretamente para uma nova tecnologia. "O atual modelo de desenvolvimento tem se mostrado ineficiente e insustentável, não só para o ambiente, mas também para as economias e sociedades", disse, em nota distribuída à imprensa, o diretor geral da OIT, Juan Somavia (transcrito na reportagem).

Alguns países já estão, portanto, na dianteira dessa tendência: Espanha e Estados Unidos, por exemplo, onde, de 500 mil a 3,1 milhões de pessoas, respectivamente,  já atuam em empregos relacionados a produtos e serviços ambientais.

 


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