Enem 2021 pode ser suspenso por falta de verbas

Comunicado do MEC enviado ao Ministério da Economia afirma que Enem 2021 pode ser suspenso por falta de verbas.

O Ministério da Educação (MEC) alertou que o Enem 2021 pode ser suspenso por falta de verbas. O comunicado foi enviado ao Ministério da Economia no dia 04 de maio de 2020. O documento foi assinado por Abraham Weintraub, ministro do MEC.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um conjunto de provas que são aplicadas a estudantes de todo o Brasil. Além de avaliar o conhecimento dos alunos, as notas do exame servem como forma de seleção de diversas universidades do país. Por isso, milhões de pessoas fazem a prova anualmente.

E por ser uma prova tão importante, o governo precisa alocar uma grande quantidade de verba para a sua realização. No documento enviado por Abraham Weintraub, é apontado que a redução do orçamento de R$ 22,9 bilhões para R$ 18,7 bilhões pode afetar a educação do país. Além do cancelamento do Enem, o documento ainda cita outros prejuízos educacionais ao país como o fechamento de cursos e até mesmo de instituições por falta de verbas.

“Ressalta-se que, dentre os programas que correm risco de não serem continuados, encontra-se o consagrado Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, e soma-se a esse prejuízo o fechamento de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional”, escreveu o ministro.

Os recursos citados por Weintraub fazem parte do que é chamado de limites para despesas discricionárias, ou seja, recursos cujo gasto não é obrigatório e não tem um objetivo específico. É válido lembrar que o Projeto de Lei Orçamentária de 2021 está programado para ser votado em agosto. Caso não haja negociação nos valores, o MEC poderá passar por dificuldades.

Enem 2020 é alvo de críticas

Mais de 5 milhões de pessoas se inscreveram na edição de 2020 do Enem. Entre as novidades deste ano está a aplicação do Enem Digital que é uma versão informatizada da prova. O Enem Digital será feito por 100 mil estudantes em grandes cidades brasileiras.

Porém, o principal destaque não ficou por conta das novidades. A pandemia provocada pelo novo coronavírus paralisou as aulas de milhões de estudantes. Algumas escolas, em sua maior parte, particulares, conseguiram continuar o ensino com ferramentas online. Só que a realidade da maior parte dos colégios era outra. Uma desigualdade foi criada involuntariamente.

Pensando nisso, muitas entidades e até mesmo universidades pediram o adiamento das provas. Inicialmente, o MEC negou. Mas, após pressão dos estudantes, as avaliações foram adiadas para uma data que ainda será confirmada. O MEC também prorrogou o prazo de inscrições.

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