Estudo do governo recomenda privatização total dos Correios

Correios estão na mira do governo federal para processo de privatização. Servidores da empresa são contra a ideia.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por estudos sobre desestatização, terminou a primeira fase de seu levantamento. Segundo o estudo, os Correios devem ser privatizados totalmente.

Isso quer dizer que uma venda de parte da empresa foi descartada e também não haverá uma divisão entre mais de uma empresa. Havia a ideia de que companhias diferentes poderiam comprar setores dos Correios ou mesmo serviços por regiões.

De acordo com o relatório do PPI, as ideias "gerariam perdas de economia de escala que acabariam por pressionar ainda mais o equilíbrio financeiro da empresa. Além disso, os cenários de venda minoritária também foram descartados por pressionar o governo a arcar com a maior parte dos investimentos".

Correios precisam de investimentos

Os estudos começaram a ser feitos no mês de agosto de 2020 e tiveram a coordenação do BNDES. Uma das conclusões, que levaram a apresentar a privatização como solução, foi a de que os Correios estariam precisando de um investimento de cerca de R$ 2 bilhões por ano, mas a empresa não conseguiria realizar.

“De 2015 a 2019, por exemplo, os Correios investiram cerca de R$ 720 milhões em modernizações somente para tratamento de cartas e encomendas. Apesar de significantes, os estudos mostram que elevar a taxa de investimento por meio da iniciativa privada será fundamental para acompanhar as evoluções e transformações do setor postal”, aponta o relatório do PPI.

Em 2020, os Correios investiram R$ 300 milhões e teve lucro, antes de impostos e amortizações, de R$ 988 milhões de reais, algo considerado pouco pelo estudo.

Governo quer privatizar Correios até o fim de 2021

O governo federal tem como objetivo privatizar os Correios ainda em 2021 ou ao menos já encaminhar a votação do Projeto de Lei (591/21) de desestatização da empresa. Para isso ainda será necessário que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprove a venda.

Em seguida, um leilão seria realizado para vender a empresa. Quem pagar o maior valor compraria os Correios dentro das condições impostas pelo governo federal.

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