Fim do auxílio emergencial: 38 milhões ficarão sem assistência

Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas aponta um cenário preocupante para o ano que vem com o fim do auxílio emergencial.

Fim do auxílio emergencial: 38 milhões ficarão sem assistência, moedas e cédulas de reais

FGV estima que quase 40 milhões de brasileiros ficarão sem assistência. - Foto: Pixabay

Segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 38 milhões de brasileiros ficarão sem assistência com o fim do auxílio emergencial. Esse número representa justamente as pessoas que são chamadas de “invisíveis” pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, por serem de baixa renda e não terem acesso a programas sociais como o Bolsa Família.

Ao todo, 67 milhões de brasileiros receberam a primeira parcela do auxílio emergencial. Sendo assim, os “invisíveis” representam cerca de 61% do total de pessoas que foram assistidas pelo benefício de R$ 600,00.

Ainda segundo a FGV, 64% dos 38 milhões de pessoas são trabalhadores informais, metade possui somente o ensino fundamental, sendo que três a cada quatro têm renda de até R$ 1.254,00. Com a pandemia, muitos viram seus recursos caírem ou mesmo deixarem de existir.

Portanto, o auxílio emergencial foi fundamental para essa parte da população brasileira. De acordo com a FGV, o benefício ajudou a aumentar a renda em cerca de 38%. Sem o dinheiro do governo, a queda média seria de 12%.

O estudo da FGV foi feito utilizando os dados da Pnad COVID-19, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que tem como objetivo identificar os efeitos causados pela pandemia na sociedade, no mercado de trabalho e na saúde dos cidadãos brasileiros.

Vale lembrar que o governo federal pagará ao todo cinco parcelas de R$ 600,00 e quatro de R$ 300,00 até o final de 2020. O Concursos no Brasil possui o calendário das parcelas atualizado para você conferir!

Renda Cidadã seria solução do governo

O estudo indica o tamanho do trabalho que o governo federal terá para não deixar milhões de brasileiros sem assistência com o fim do auxílio emergencial. A principal proposta até aqui é a criação de um programa de transferência de renda. Inicialmente, o programa se chamaria Renda Brasil, mas foi cancelado pelo presidente Jair Bolsonaro após críticas sobre a origem dos recursos para financiá-lo.

Agora, com o apoio do senador Márcio Bittar, o governo tenta emplacar o Renda Cidadã. No entanto, o programa já sofreu alguns desgastes, novamente por conta de onde sairá o dinheiro para pagar seus custos. A proposta era tirar verbas do Fundeb e dos precatórios.

O mercado financeiro, economistas e parlamentares não reagiram bem ao anúncio e por isso, a ideia foi cancelada. No momento, se busca alternativas como o corte no desconto do Imposto de Renda.

A tendência é que as discussões só se desenvolvam um pouco mais após o fim das eleições municipais. Paulo Guedes chegou a dizer que este não seria o momento para falar sobre o Renda Cidadã.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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