Fórum vai debater futuro dos concursos em todo o país

O evento vai acontecer dia 31 de agosto, nessa quarta-feira, em Brasília.

A Associação Nacional de Proteção e Apoio ao Concurso Público (Anpac) vai promover o 1º Fórum' Nacional dos Concursos Públicos, que visa promover discussões sobre suspensão dos certames no poder Executivo federal, terceirização irregular e o excesso de cargos comissionados, questões que tem afligido a todos os dedicados em estudos para seguir uma carreira pública.

O evento vai acontecer dia 31 de agosto, nessa quarta-feira, em Brasília, que mesmo não sendo aberto ao público, oferecerá um canal para sugestões pelo site www.anpac.org.br, para o envio de ideias e sugestões a serem debatidas no Fórum. 

Irão marcar presença no Fórum sindicatos e associações de funcionários públicos, além de dirigentes de cursos preparatórios de todo o Brasil, objetivando compreender esse atual momento, emblemático, em que há poucos concursos públicos com editais lançados e previstos.

“É hora de discutir o futuro do concurso público no Brasil”, afirmou o presidente da Anpac, Marco Antonio Araujo Junior. Segundo ele, há um dilema imposto: órgãos federais necessitarem de novas contratações para que sigam servindo à população e a imposição no corte de gastos com essas novas contratações. “A falta de contingente coloca em questão órgãos essenciais a população pararem de funcionar. Concursos devem ser vistos como de ordem imediata”, salientou.

O Poder Executivo Federal comunicou que estão suspensas as seleções até final de 2017, informando que há algumas exceções devido aos ajustes nas contas do governo. Sobre isso, Marco Antônio salienta que suspender indiscriminadamente concursos não é uma medida inteligente, pois há órgãos de arrecadação e fiscalização que seriam essenciais no auxílio do crescimento do país, caso tivessem mais concursados atuando.

“A sociedade clama pela aprovação imediata da Lei Geral de Concursos. O projeto está parado há anos e a Anpac  luta desde o início pela sua aprovação. O prejuízo pela não aprovação do projeto não é só do concurseiro. É de toda a sociedade”, sustenta Araujo Junior.

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