Gastos com aplicativos de comida sobem mais de 60% durante pandemia

Apesar do aumento no consumo de alguns setores, especialmente nos gastos com aplicativos de comida e supermercado, houve queda geral de 12%. Confira!

Gastos com aplicativos de comida: em destaque, entregador de delivery andando de bicicleta. Nas suas costas, é possível ver uma espécie de mochila típica para entrega de pedidos em aplicativos. Ela é toda verde, com a logomarca da UberEats bem no centro

O consumo em aplicativos de transporte caiu em ao menos 48%. - Foto: Uber Eats/Divulgação (via Unsplash)

O período de distanciamento social alterou o comportamento dos consumidores brasileiros, especialmente quanto aos gastos com aplicativos de comida e supermercado.

De acordo com a recente pesquisa feita pela Superdigital, startup financiada por meio do Grupo Santander, houve um aumento de aproximadamente 60% em pedidos online e mais de 40% nas compras de mercados.

Entretanto, outras porcentagens chamaram a atenção dos pesquisadores. Isso porque o consumo geral das classes C e D, ao mesmo tempo, sofreu uma queda de 12%.

Somente alguns setores, especificamente de serviços online, conseguiram manter e aumentar o faturamento no período de pandemia.

O levantamento da Superdigital envolveu as compras em três períodos diferentes:

  1. Do dia 15 de fevereiro ao dia 15 de março (30 dias antes da quarentena);
  2. Do dia 16 de março ao dia 15 de abril (30 primeiros dias de quarentena); e
  3. Do dia 16 de abril ao dia 15 de maio (segundo mês de quarentena).

Gastos com aplicativos de comida e supermercado: o que os dados mostram

As mudanças de comportamento aconteceram principalmente pela implementação de trabalho remoto ao longo da pandemia. Em relação aos gastos específicos com aplicativos entre o primeiro e terceiro período, houve um avanço considerável de 173%.

As plataformas de streaming e e-commerces também receberam uma ampliação nos serviços (41% e 278%, respectivamente).

Por outro lado, o consumo em aplicativos de transporte caiu 48%. As redes de fast food também sofreram com as consequências do período de pandemia e isolamento social. Com base na pesquisa, o faturamento diminuiu ao menos 64%.

A composição dos gastos mensais, por sua vez, também denota as mudanças consideráveis nos comportamentos dos brasileiros. Confira:

  • Supermercados: passou de R$ 142,00 para R$ 170,00;
  • Pedidos online para compras de mercado: passou de R$ 113,00 para R$ 130,00;
  • Setores de transporte: passou de R$ 86,00 para R$ 55,00;
  • Combustíveis: passou de R$143,00 para R$ 96,00.

Comportamento dos consumidores em algumas capitais do país

Conforme os cálculos da Superdigital, é possível conferir uma mudança considerável na maioria dos estados brasileiros. Entretanto, a maior disparidade reside nos consumidores de Brasília. Houve um aumento de 245% de gastos com estabelecimentos online.

Confira, abaixo, o apanhado de algumas porcentagens:

  • Brasília (entre os dias 15 de fevereiro a 15 de abril de 2020): clientes das classes C e D gastaram 245% em aplicativos ou lojas online, 19% a menos em supermercados e 34% a mais com transportes;
  • Curitiba (entre os dias 15 de fevereiro a 15 de abril de 2020): os clientes das classes C e D gastaram 17% a mais com aplicativos ou lojas online, 37% a menos com restaurantes, 35% a mais com supermercado e 40% a menos com transportes;
  • São Paulo (entre os dias 15 de fevereiro a 15 de abril de 2020): os clientes das classes C e D consumiram 56% a mais em aplicativos ou lojas online, 38% a menos com restaurantes, 45% a mais com supermercado e 28% a menos com transportes;
  • Salvador (entre os dias 15 de fevereiro a 15 de abril de 2020): houve aumento, por parte das classes C e D, de 127% em aplicativos ou lojas online. O consumo em restaurantes e transporte sofreu queda (40% e 30%, respectivamente). Por outro lado, os supermercados conseguiram manter e aumentar as compras (39% a mais);
  • Rio de Janeiro (entre os dias 15 de fevereiro a 15 de abril de 2020): o aumento do consumo não foi tão considerável como nas capitais acima. Os clientes das classes C e D gastaram 73% a mais com aplicativos e lojas online, 41% a menos com restaurantes, 44% a mais com supermercado e 44% a menos com transportes.
Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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