Golpe do FGTS já fez mais de 10 mil vítimas; saiba como se proteger

Com o golpe relacionado ao FGTS, os criminosos encaminham links maliciosos por meio de aplicativos de mensagens. Entenda os detalhes e veja como se prevenir.

Golpe do FGTS em 2021: enquadramento em mão segurando celular. Na tela, é possível ver página sobre FGTS

Para receber benefícios do governo, o ideal é acessar somente os sites oficiais dos órgãos. - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Caixa anunciou a antecipação de três parcelas do FGTS por meio do saque-aniversário. Com a novidade informada em maio de 2021, alguns golpistas aproveitaram a oportunidade para aplicar novos crimes virtuais. O laboratório de segurança digital da PSafe, dfndr lab, informou que 10 mil pessoas caíram no golpe do FGTS. Esse número diz respeito aos acessos/compartilhamentos de links por parte das vítimas.

Com a promessa de novos pagamentos pelo FGTS, no valor de até R$ 3.900,00, os fraudadores solicitam informações pessoais e roubam o dinheiro das vítimas. A dinâmica do golpe funciona de maneira parecida com fraudes associadas ao auxílio emergencial e FGTS de 2020. Assim como antes, os criminosos enviam links maliciosos em aplicativos de mensagens, que direcionam para páginas falsas de cadastros.

“Outro problema é quando a vítima compartilha o falso site com seus contatos, tornando-se um vetor de disseminação do golpe, o que garante aos cibercriminosos um crescimento acelerado dos ataques”, comunicou o diretor do dfndr lab, Emilio Simoni. Os links maliciosos do golpe são acompanhados de imagens falsas e supostos depoimentos, no sentido de enganar os contribuintes do FGTS.

Além disso, o texto informa o suposto valor que as vítimas podem sacar e a data em que o dinheiro ficará disponível. Inclusive, o dfndr lab informou que o golpe sobre o FGTS cresceu 68% entre os meses de janeiro e maio de 2021. A tendência é que mais pessoas caíam nas fraudes ao longo das próximas semanas. Abaixo, você confere como se prevenir contra os golpes relacionados ao FGTS de 2021.

Golpe do FGTS é disparado em apps de mensagens; veja como se proteger

No golpe relacionado aos saques do FGTS, os criminosos geralmente encaminham links maliciosos por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. As vítimas, ao clicarem no endereço eletrônico, são redirecionadas para uma página falsa de cadastros, que supostamente facilitaria o acesso ao valor de até R$ 3.900,00 pelo FGTS. Cerca de 10 mil pessoas já caíram no golpe do FGTS.

“Quando a vítima concede permissão para o envio das notificações, os criminosos podem utilizar dessa permissão para enviar propagandas, com as quais lucram, e até mesmo enviar novos golpes”, complementou Emilio Simoni em documento que expôs as ações criminosas. Com as informações fornecidas pelas vítimas, os fraudadores conseguem sacar o dinheiro, fazer assinaturas de serviços e, até mesmo, abrir contas em bancos.

Como o golpe é aplicado em apps de mensagens, sempre suspeite de links disparados para a sua janela de conversa. "Antes de compartilhar informações, procure em veículos confiáveis e fontes oficiais, jornais e sites para confirmar se aquilo é realmente verdadeiro", comunicou o laboratório. Em caso de dúvidas, o dfndr lab recomenda que os usuários não compartilhem os links para a sua lista de contatos nos apps.

Vale ressaltar que, para receber benefícios do governo, o ideal é acessar somente os sites oficiais dos órgãos. A Caixa Econômica Federal (CEF), inclusive, conta com uma página específica para assuntos relacionados com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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