Governo contrata 2,9 mil temporários visando reduzir fila do INSS

A previsão inicial era de 7,4 mil vagas. No entanto, apenas 2,9 mil militares da reserva e aposentados foram contratados pelo INSS e não haverão mais admissões.

2,9 mil temporários contratados pelo INSS: agência do INSS

Os contratos atuais valerão até final de 2021. - Foto: Wikimedia Commons

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contratou 2.928 aposentados e militares inativos para trabalharem temporariamente com objetivo de reduzir a fila de espera por benefícios, que chegava a dois milhões de pedidos. As admissões são fruto do edital lançado em abril deste ano, no entanto o número de convocados foi bem menor do que a oferta. A previsão inicial era de 7.400 vagas.

Em nota, o INSS afirmou que “trabalhou dentro dos prazos previstos em edital e que, portanto, o quantitativo mencionado foi o que cumpriu os requisitos e prazos estipulados”. Mas “não haverá mais contratações neste processo” uma vez que a validade da Medida Provisória 922/20, que previa as contratações, venceu em 30 de junho, antes de ser votada.

Quem já foi admitido pelo INSS não precisa se preocupar, porque os contratos foram liberados pelo TCU e firmados dentro da vigência da MP. Portanto, são válidos e continuarão valendo até 31 de dezembro de 2021. Do total, 494 são funcionários aposentados do Instituto que trabalharão com análise de requerimentos.

Os outros são militares da reserva e aposentados de outras carreiras públicas federais. Esses atuarão no atendimento ao público e também no apoio operacional. A expectativa é que os novos contratados comecem a trabalhar nas próximas semanas, já que parte deles terminou o treinamento e outra parte ainda está sendo treinada.

Longa fila de pedidos

O último balanço do INSS verificou que cerca de 1,38 milhão de pedidos estavam na fila de espera, no mês de junho, aguardando análise. Desses, mais de 800 mil estavam esperando a, pelo menos, 45 dias. O número de pedidos estagnados é menor do que em abril e maio, que somavam 1,85 milhão e 1,42 milhão respectivamente.

A redução na fila de espera do INSS aconteceu porque funcionários do atendimento foram realocados para análise de benefícios quando as agências fecharam por causa da pandemia. "Não é que o atendimento do INSS melhorou, é preciso frisar isso. A fila está sendo reduzida por outras circunstâncias", afirmou o ministro Bruno Dantas.

Leonardo Rolim, presidente do órgão, afirmou que a meta é zerar os pedidos parados há mais de 45 dias até outubro. Além disso, segundo o INSS, o número de processos caiu 8,4% durante o período de calamidade. No entanto, os pedidos de auxílios por incapacidade subiram 123% de acordo com o levantamento realizado.

Enquanto isso, as agências do INSS seguem fechadas e a reabertura foi novamente adiada, desta vez para 24 de agosto. O governo federal pretende retomar os atendimentos presenciais de forma gradual, seguindo os cuidados em relação à COVID-19. Por isso, será mantido apenas atendimento remoto até 21 de agosto.

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