Governo desiste de dividir novas parcelas do auxílio emergencial

A decisão teria sido tomada para facilitar o acesso ao dinheiro, além de diminuir a quantidade de calendários para depósitos e liberações dos saques.

Governo desiste de dividir novas parcelas do auxílio emergencial: notas de cinquenta reais dispostas sobre superfície plana

Os valores serão primeiramente depositados nas poupanças digitais dos beneficiários. - Foto: Concursos no Brasil

O governo federal decidiu abrir mão de fracionar as duas cotas adicionais do auxílio emergencial, tendo em vista os novos calendários divulgados nesta sexta-feira (17/07). Dessa forma, os mais de 65 milhões de beneficiários do programa devem receber mais dois pagamentos no valor integral de R$ 600,00 (quarta e quinta parcelas).

O ministro Paulo Guedes chegou a cogitar a possibilidade de aplicar a estratégia de “aterrissagem inteligente”, fracionando os repasses em até quatro etapas. Entretanto, a ideia sofreu resistência de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de outros parlamentares.

Durante o anúncio sobre a prorrogação do auxílio por mais dois meses, o presidente da Câmara defendeu a continuidade dos pagamentos integrais em agosto e setembro. A decisão de não dividir as novas cotas, por conseguinte, teria sido tomada para facilitar o acesso ao dinheiro e diminuir a quantidade de cronogramas de depósitos/saques.

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Novas parcelas do auxílio emergencial não serão fracionadas

O Ministério da Cidadania publicou, nesta sexta-feira (17/07), o calendário das novas cotas do auxílio para todos aqueles que se cadastraram até o prazo limite (02 de julho de 2020).

De acordo com as datas confirmadas pela pasta, os beneficiários devem receber as parcelas de R$ 600,00 sem quaisquer fracionamentos ou divisões. Os valores serão primeiramente depositados nas poupanças digitais, com o objetivo de evitar aglomerações ao retirar o dinheiro nas agências bancárias.

Bolsonaro não pretende prorrogar o auxílio por mais tempo

Em live realizada no início de julho, Jair Bolsonaro afirmou que os repasses do auxílio emergencial estão aumentando a dívida do país e não devem ser estendidos por mais tempo. O presidente, durante a mesma ocasião, fez um apelo para a reabertura no setor do comércio.

“Assinei o decreto essa semana. Mais duas parcelas que vão cobrir julho e agosto. Não podemos continuar por muito tempo, não é dinheiro que está sobrando, estamos nos endividando com isso. A gente apela aos prefeitos e governadores, cada vez mais, com responsabilidade, para abrir o comércio e botar a economia para funcionar. Sabemos que é pouco, mas dá para fazer compra para necessidades básicas”, frisou.

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Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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