Governo exclui milhares de pessoas da lista do auxílio emergencial

Mais de 500 mil brasileiros que receberam o auxílio emergencial ilegalmente foram excluídos da lista do benefícios e serão obrigados a devolver o dinheiro.

O governo anunciou que excluiu da lista do auxílio emergencial 565 mil pessoas que receberam as parcelas indevidamente. Na lista estão criminosos foragidos, brasileiros das classes A e B, outros que moram no exterior, militares e 395 mil funcionários públicos. As fraudes foram identificadas quando a Controladoria-Geral da União (CGU) cruzou os dados dos cadastros com os dos Tribunais de Conta dos estados.

Por causa disso, os cofres públicos sofreram um prejuízo de quase R$ 280 milhões e pessoas que realmente precisam ainda não conseguiram os R$ 600. É o caso da microempreendedora e cozinheira Marilene Alves que ficou três meses sem trabalhar, portanto, sem renda, e não recebeu o auxílio emergencial. "Eu fico triste, porque tem muita gente na mesma situação que eu, que precisa, e não conseguiu. É muito triste e revoltante", lamentou.

Servidores públicos receberam o auxílio emergencial

De acordo com a CGU, os servidores que conseguiram o benefício terão de devolver o dinheiro ou provar que tiveram seu CPF usado para fraude. A Controladoria também apontou uma lista com os números de funcionários públicos que receberam o auxílio em alguns estados:

  • Maranhão: 85 mil;
  • Bahia: 61 mil;
  • Paraíba: 25 mil;
  • Ceará: 24 mil;
  • Goiás: 19 mil;
  • Paraná: 15 mil.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão afirmou que irá notificar os órgãos públicos acerca do pagamento do benefício e descobrir quais servidores pediram a ajuda de custo por conta própria. O secretário de Fiscalização do TCE - MA, Fábio Alex, falou sobre a suspeita de que algumas pessoas listadas nem sejam servidoras. Segundo ele, essas são funcionárias-fantasmas que estão na folha de pagamento, mas não sabem.

"Isso é uma fraude que comumente acontece em algumas cidades do Maranhão. O inchaço na folha de pagamento por funcionários que sequer saibam que exercem essa atividade profissional", explicou Alex. Sendo assim, o Tribunal vai apurar os casos para ter certeza de não retirar o auxílio emergencial de quem realmente precisa.

Devolução do auxílio emergencial

Os governos dos estados e prefeituras já estão sendo notificados para investigarem os casos e cobrar dos fraudadores o estorno do dinheiro. Todos os brasileiros que receberam o auxílio emergencial de forma indevida precisam devolver os valores aos cofres públicos. Para isso, o Ministério da Cidadania criou um site especial que gera um boleto de pagamento.

"Quando a pessoa faz essa devolução do que recebeu indevidamente, automaticamente o débito dela já é baixado e ela evita problemas futuros que ela possa ter. Ela pode, inclusive, responder criminalmente", alerta Leylane Maria da Silva, sup. da CGU do Maranhão.

Segundo o Ministério da Cidadania, já foram recuperados quase R$ 60 milhões gastos com essas fraudes. O órgão também declarou que suspende os pagamentos e avisa a Polícia Federal quando existem suspeitas de ilegalidade. Cabe a cada um dos solicitantes irregulares devolver o auxílio emergencial por conta própria, contudo essa ação será acompanhada pelos governos locais.

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