Governo inclui Correios em programa de privatização; saiba os detalhes

Com a medida de inclusão, o propósito do governo é de garantir o prosseguimento dos estudos que podem viabilizar a privatização dos Correios. Saiba os detalhes.

Em decreto publicado na última quarta-feira, dia 14 de abril, o governo federal incluiu a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Programa Nacional de Desestatização. O objetivo é de dar prosseguimento aos estudos que podem viabilizar a privatização da empresa pública. Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro, no mês de fevereiro, já havia encaminhado o projeto de lei para a desestatização dos Correios.

A intenção é de que a estatal seja vendida neste ano de 2021. Por outro lado, a implementação do novo modelo ainda deve ser aprovada pelos parlamentares do Congresso. Bolsonaro, em ocasiões passadas, deixou claro o seu apoio para que a privatização seja colocada em prática. Conforme o presidente, "serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada".

A empresa pública acumulou prejuízo de R$ 3,9 bilhões entre os anos de 2013 e 2016. Por outro lado, os Correios passaram a registrar resultados positivos desde o ano de 2017. O governo destacou que as políticas públicas geridas pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), como entrega de livros didáticos, não serão afetadas com o processo de desestatização.

Estudo recomenda privatização total dos Correios

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável pelos estudos sobre desestatizações, já concluiu a primeira fase de seu levantamento. De acordo com relatório, os Correios devem passar por um processo completo de privatização. Isso quer dizer que a venda parcial da empresa acabou sendo descartada e, por sua vez, não haverá divisão entre mais de uma companhia.

Até porque existia a hipótese de que outras empresas pudessem adquirir setores ou serviços regionais dos Correios. Conforme a primeira fase dos estudos, o fatiamento causaria " perdas de economia de escala que acabariam por pressionar ainda mais o equilíbrio financeiro da empresa. Além disso, os cenários de venda minoritária também foram descartados por pressionar o governo a arcar com a maior parte dos investimentos".

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