Governo já identificou mais de 160 mil fraudes no auxílio emergencial

A CGU pretende divulgar uma lista com os mais de 50 milhões de cadastrados em até 15 dias.

O ministro da CGU, Wagner Rosário, em entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto na noite de 26/05, disse que a Controladoria-Geral da União (CGU) já identificou mais de 160 mil possíveis fraudes no recebimento do auxílio emergencial de R$ 600.

Segundo Rosário, proprietários de veículos que valem mais de R$ 60 mil, gente que fez doações acima de R$ 10 mil nas últimas campanhas eleitorais, pessoas que possuem domicílio fiscal no exterior e até donos de embarcações de luxo estão relacionados a possíveis irregularidades no recebimento do benefício.

A CGU pretende divulgar uma lista com os mais de 50 milhões de cadastrados em até 15 dias. "Em 12 a 15 dias vamos estar colocando em transparência toda a base do recebimento do auxílio emergencial. Todas as pessoas que vêm recebendo para que o cidadão possa ele mesmo fiscalizar", disse Rosário.

Outras possíveis fraudes relacionadas ao auxílio emergencial já foram sinalizadas, como o caso dos militares que receberam o pagamento do benefício — alguns, agora, terão que devolver o valor; e até de jovens de classe média que receberam, de forma indevida, os R$ 600.

Segundo a Caixa, somando os valores da primeira e da segunda parcela do auxílio, mais de R$ 60 bilhões já foram pagos a mais de 55 milhões de brasileiros. Com novas liberações de crédito destinadas ao Ministério da Cidadania, estima-se que o custo do programa alcance R$ 152,6 bilhões.

Quem tem direito de receber o auxílio emergencial

O auxílio de R$ 600 tem o objetivo de fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise do novo coronavírus.

O benefício pode ser solicitado por:

  • Maiores de 18 anos;
  • Quem não tenha emprego formal;
  • Quem não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego (em vigor) ou de programa de transferência de renda federal;
  • Inscritos no CadÚnico ou no Bolsa Família;
  • Cidadão com renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda mensal familiar de até três salários mínimos;
  • Microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria ou trabalhador informal (sem carteira assinada).

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