Governo pretende privatizar Correios e Eletrobras, diz Pacheco

“A ordem do dia é Correios e Eletrobras”, disse. Rodrigo Pacheco explicou que a privatização da Petrobras ainda é uma ideia que precisa ser desenvolvida.

Privatizar Correios e Eletrobras: Rodrigo Pacheco em pronunciamento

"A Petrobras é uma ideia forjada nesse momento de discussão com vocês", disse em entrevista. - Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Na última segunda-feira (15/03), Rodrigo Pacheco disse que o foco do governo é privatizar os Correios e a Eletrobras. A desestatização da Petrobras, segundo o presidente do Senado, ainda é uma ideia que precisa ser desenvolvida. Até porque o assunto exige muito rigor técnico e político, sendo necessárias discussões mais aprofundadas a respeito da estratégia de mercado e do interesse popular.

"A ordem do dia é Correios e Eletrobras. A Petrobras é uma ideia forjada nesse momento de discussão com vocês, pode eventualmente pode ser evoluída, mas é preciso ter muito rigor técnico, político de conveniência mesmo, de oportunidade para se evoluir", explicou Pacheco em entrevista para os jornais O Globo e Valor Econômico.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também comentou sobre as futuras privatizações das estatais brasileiras. Ele disse que há uma possibilidade de apoiar um processo de privatização da Petrobras, levando em consideração o modelo proposto pelo governo. Segundo Lira, toda empresa pública do país deve ser avaliada “sem preconceitos” e o Congresso é o ambiente propício para as análises.

Privatização da Eletrobras: parlamentares pedem suspensão de MP

A medida provisória sobre a privatização da Eletrobras foi encaminhada para o Congresso no final de fevereiro de 2021. Dessa maneira, os parlamentares já estão analisando todos os detalhes sobre o texto entregue pelo presidente Jair Bolsonaro. Alguns partidos políticos de oposição, no entanto, protocolaram pedido para suspender essa medida provisória.

Para eles, a desestatização da Eletrobras não deveria ser discutida por meio de MP, já não diz respeito a um assunto urgente. Os partidos protocolaram ação no dia 01 de março de 2021, com o objetivo de reafirmar o teor inconstitucional da pauta. Isso porque não há pressuposto de emergência para amparar a privatização da Eletrobras na medida provisória.

"Vai além da mera contraprestação econômica pela prestação do serviço público de geração de energia elétrica, consistindo em dar consecução à política pública de universalização equitativa do acesso às necessidades essenciais da população, argumentou o ministro Kassio Nunes Marques.

Vale lembrar que o processo de privatização começou a ser desenhado em 2019, quando o governo enviou o primeiro projeto sobre o assunto. Em junho de 2020, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, informou que a companhia seria privatizada no segundo semestre de 2021. Ele disse que o propósito é de equilibrar as contas públicas e, ainda, amenizar os impactos econômicos gerados pela crise na saúde.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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