Governo pretende unificar programas sociais existentes, diz jornal

Após a reformulação do Bolsa Família em 2021, a equipe econômica do governo pretende unificar os programas sociais existentes no país. Confira os detalhes.

O governo federal parece estar planejando mudanças consideráveis na lógica dos programas sociais. Conforme apurações feitas pelo jornal Folha de S. Paulo, a equipe econômica passou a realizar pressões internas para garantir que o Bolsa Família seja reformulado o quanto antes. Isso está sendo feito para afastar a hipótese de uma nova prorrogação do auxílio emergencial neste ano de 2021.

A estratégia, que vem sendo alinhada com o Ministério da Cidadania, conta com duas etapas diferentes. Na primeira, consta a futura apresentação das mudanças no Bolsa Família, como aumento de valor e inserção de mais cadastros. Já a segunda fase seria mais estrutural: a equipe econômica quer unificar os programas sociais. Os recursos das estatais seriam direcionados para financiar as ações assistenciais.

Reformulação do Bolsa Família ainda em 2021

A primeira parte do plano já havia sido mencionada, inclusive, pelo ministro da Cidadania, João Roma. Em ocasiões passadas, ele informou que o governo já está estudando maneiras de modificar o programa Bolsa Família. A ideia seria de apresentar as alterações após os pagamentos do auxílio emergencial de 2021. Ou seja, a partir de agosto do mesmo ano.

"Estamos, sim, estudando uma reestruturação do programa para que, já no mês de agosto, após a última parcela do auxílio, beneficiários do Bolsa Família possam encontrar um programa mais robusto. Que possa, de fato, servir como um caminho intermediário na saída do auxílio para retomada, inclusive, do crescimento econômico brasileiro e avançar com essa rede de proteção", explicou o ministro João Roma.

Além disso, Bolsonaro sinalizou a possibilidade de aumentar o valor das parcelas (de R$ 192 para R$ 250). O objetivo seria de amparar as famílias de baixa renda, especialmente após o fim das quatro parcelas do auxílio emergencial. “O que podemos dizer é que o governo pretende que essa reestruturação e ampliação do Bolsa Família sirva como um anteparo para que não ocorra uma queda tão brusca ", disse.

Confira, abaixo, as principais mudanças que poderão ser implementadas no Bolsa Família de 2021:

  • Possível mudança no nome do Bolsa Família, conforme apurações feitas pela revista Veja. Até então, o título provisório é “Emancipação Cidadã”;
  • Novo valor para as parcelas médias do Bolsa Família (de R$ 192 para R$ 250);
  • Aumento no orçamento anual do programa: de 35 bilhões para 50 bilhões de reais;
  • Linha de crédito para os beneficiários dispostos a se capacitarem por meio de cursos gratuitos;
  • Inclusão de mais cadastros na base de dados do Bolsa Família;
  • Auxílio-creche mensal de R$ 52 por criança;
  • Auxílio-creche mensal de R$ 200 para as mães inscritas no programa;
  • Prêmio anual de R$ 200 para estudantes com os melhores desempenhos escolares;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para os estudantes que se destacarem nas áreas esportivas e de C&T (Ciência e Tecnologia).

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