Governo quer criar imposto para bancar auxílio emergencial em 2021

O novo imposto serviria para financiar as novas parcelas do auxílio emergencial, mas somente seria válido durante o contexto de pandemia. Saiba mais.

Imposto para bancar auxílio emergencial: dinheiro espalhado

O imposto temporário serviria para captar recursos fora do teto de gastos. - Foto: Pikist

O governo brasileiro acredita que a prorrogação do auxílio emergencial seja necessária, tendo em vista o cenário de crise econômica neste ano de 2021. Por isso, a equipe do presidente Jair Bolsonaro está estudando maneiras de bancar as novas parcelas do programa. Uma delas está relacionada com a implementação de imposto temporário para captar recursos fora do teto de gastos.

Com base em apurações feitas pelo jornal “Valor Econômico”, esse novo tributo somente estaria vigente durante o contexto de crise ocasionado pela pandemia. O ministro Paulo Guedes, inclusive, teria reconhecido a necessidade de aumentar a arrecadação para aprovar as novas parcelas do auxílio emergencial. Ao que tudo indica, o chefe da pasta de Economia afirmou que a solução tende a ser um novo imposto temporário, com alíquota entre 0,10% e 0,15%.

Imposto temporário para financiar o auxílio emergencial em 2021

O presidente da comissão mista sobre a reforma tributária no Congresso, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), destacou que a volta do auxílio emergencial pode favorecer a criação de uma nova CPMF. Por conseguinte, a “Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira” teria finalidade específica e com duração temporária. O parlamentar, entretanto, disse que é contrário ao debate sobre o imposto.

Conforme informações do jornal “Estadão”, Rocha explicou que a volta da CPMF ainda está longe de ser concretizada. A implementação de um tributo temporário poderia comprometer o que já foi construído em consenso. De qualquer maneira, a prorrogação do auxílio emergencial pode estar cada vez mais próxima de acontecer. A estimativa é de que o governo brasileiro aprove três novas parcelas, mas com o valor de R$ 200.

“Eu acho que vai ter. Vai ter uma prorrogação. Foram cinco meses de R$ 600 e quatro meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa dos R$ 300 bilhões. Isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal”, disse Bolsonaro em entrevista concedida na última segunda-feira (08/02).

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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