Governo quer incluir 2 milhões de jovens em auxílio para qualificação

Por meio do auxílio para qualificação, os jovens vão atuar em "estágios remunerados" e devem ter direito a cursos/treinamentos. O projeto ainda não foi lançado.

Auxílio para qualificação de jovens: Paulo Guedes em pronunciamento

O ministro Paulo Guedes pretender criar o programa para combater os níveis de desemprego. - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Conforme apurações do Estadão/Broadcast, o governo pretende inserir, em primeiro momento, ao menos dois milhões de jovens no Bônus de Inclusão Produtiva (PIB). A iniciativa tem o objetivo de promover qualificações profissionais e reduzir os níveis de desemprego, que foram agravados com o contexto de pandemia. Pelo visto, o BIP será destinado para quem não possui emprego e nem está estudando.

O projeto poderá ser financiado por meio de um crédito extraordinário, que deve ficar de fora do teto de gastos. Além das bolsas concedidas pelas próprias empresas, o governo deverá arcar com os valores de até R$ 300 por trabalhador que participar do Bônus de Inclusão Produtiva. A meta também é de oferecer cursos e treinamentos internos enquanto os participantes atuam em modalidades parecidas com estágios remunerados.

Como vai funcionar o Bônus de Inclusão Produtiva?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretender criar um novo programa para combater os níveis de desemprego. Ainda sem detalhes oficialmente definidos, a medida poderá garantir qualificações e "estágios remunerados" para que os trabalhadores consigam oportunidades formais de emprego. O programa será chamado de Bônus de Produção Inclusiva (BIP).

"Queremos o retorno seguro ao trabalho desses trabalhadores, através da vacinação em massa. Enquanto isso não ocorre, o bônus de inclusão produtiva. (...) No mercado formal de trabalho, são 40 milhões de brasileiros. Mas encontramos outros 40 milhões de brasileiros fora do mercado formal. São os invisíveis, em empregos informais", informou Guedes no final de abril de 2021.

O BIP fará parte de um plano que também prevê a reformulação do Bolsa Família. Por sua vez, o programa contará com reajustes e novos benefícios por mérito escolar. O ministro da Cidadania, João Roma, informou que o novo Bolsa Família poderá ser lançado após o fim do auxílio emergencial. Ou seja, a partir de agosto de 2021.

"Estamos, sim, estudando uma reestruturação do programa para que, já no mês de agosto, após a última parcela do auxílio, beneficiários do Bolsa Família possam encontrar um programa mais robusto. Que possa, de fato, servir como um caminho intermediário na saída do auxílio para retomada, inclusive, do crescimento econômico brasileiro e avançar com essa rede de proteção", disse o ministro João Roma.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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