Governo quer retomar suspensão de contratos e redução de salários

Paulo Guedes confirmou a retomada das suspensões de contratos e reduções de salários. No entanto, o ministro não informou quando o programa será implementado.

O governo federal, devido ao contexto de pandemia, deverá retomar o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM). Assim como aconteceu em 2020, a medida vai autorizar que empresários reduzam os salários de seus empregados, bem como suspendam os contratos formais de trabalho.

"Conseguimos não só não perder nenhum emprego, como gerar 140 mil novos empregos. Vamos renovar", confirmou Paulo Guedes em entrevista à rádio Jovem Pan, que foi realizada na última terça-feira (02/03). Ainda conforme o ministro da Economia, o programa foi eficaz no enfrentamento à pandemia e impediu demissões em massa.

Programa sobre redução de salários e suspensão de contratos

Com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), cerca de 9,8 milhões de empregados tiveram redução de salários ou viram os seus contratos serem suspensos. As informações foram levantadas com base nos oito meses em que o BEM estava vigente, especificamente no ano de 2020.

Na entrevista para a rádio Jovem Pan, o ministro Paulo Guedes não disse quando o programa será retomado. A medida emergencial, na época em que foi anunciada, teve custo de R$ 51 bilhões para o prazo de até três meses. Ao passar do tempo, o governo acabou prorrogando em mais duas vezes e, assim, Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda ficou vigente ao longo de nove meses.

A expectativa era de que o projeto ajudasse a preservar ao menos 10 milhões de empregos formais. Na época em que foi implementado, as empresas puderam aderir ao BEM até o dia 31 de dezembro de 2020. Cerca de 53,9% companhias que adotaram a medida emergencial, por conseguinte, tinham faturamento inferior a R$ 4,8 milhões.

Privatizações de estatais continuam sendo prioridade do governo

Durante a mesma entrevista, Paulo Guedes também foi questionado sobre a troca de comando da Petrobras. Ele disse que “todo mundo sabe” a sua opinião sobre as estatais brasileiras. “Pra mim, estatal boa é a que foi privatizada”, afirmou na última terça-feira (02/03).

No entanto, ele disse que decisão final diz respeito a Jair Bolsonaro. “Mas o presidente sempre foi claro, disse ‘Petrobras, BB e Caixa eu não vendo agora’. Ele tem a última palavra”, complementou. Guedes destacou que o chefe do Executivo tem o direito de indicar nomes para a presidência da Petrobras.

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