Governo ‘trava’ privatização de quatro empresas; veja quais são

As quatro empresas públicas, juntas, correspondem ao percentual de 83% dos R$ 711,4 bilhões em patrimônio líquido de todas as estatais. Confira os detalhes!

O presidente Jair Bolsonaro disse que promoveria um verdadeiro programa de desestatização para estimular o corte de gastos e o ajuste fiscal. Entretanto, do universo de quase 200 empresas públicas, as maiores em termos de patrimônio líquido não possuem o seu aval para a privatização.

De acordo com dados levantados pelo jornal O Globo, quatro grandes companhias fazem parte da lista de veto de Bolsonaro: Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Elas correspondem ao percentual de 83% dos R$ 711,4 bilhões em patrimônio líquido de todas as estatais brasileiras.

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Programa de privatização: vetos e possíveis desafios

Diogo Mac Cord foi confirmado como o novo secretário de desestatização e, pelo visto, ele enfrentará grandes desafios ao longo do caminho. Isso porque Salim Mattar teria se demitido justamente em razão do ritmo lento nas privatizações previstas pelo governo federal.

No geral, entre as empresas controladas pela União, existem um total de 614 bens públicos que podem ser privatizados. Mattar havia concluído 84 vendas em sua gestão como secretário, mas não conseguiu desestatizar nenhuma “empresa-mãe”. Atualmente, de acordo com dados levantados pelo jornal O Globo, as companhias estatais empregam ao menos 476 mil brasileiros.

Paulo Guedes prometeu anunciar três ou quatro grandes privatizações nas próximas semanas

No início de agosto, Paulo Guedes voltou a mencionar sobre a privatização de grandes companhias públicas. O ministro da Economia disse que deve anunciar três ou quatro desestatizações em até 60 dias, mas não chegou a dizer quais passariam por essa mudança. Seu pronunciamento aconteceu em evento transmitido na internet, que foi organizado pela Fundación Internacional para la Libertad (Fundação Internacional pela Liberdade).

Atualmente, estão em estudo as vendas de 15 estatais, incluindo os Correios e a Eletrobras. “Perdemos um ano em termos de espaço fiscal, mas nós ganhamos milhões de vidas, a economia continuou com os sinais vitais preservados. Então, estou dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo de novo. Surpreendeu no ano passado, quando nós fizemos uma reforma difícil [da Previdência] e vamos surpreender de novo deste ano, porque estamos votando propostas”, destacou.

Há cerca de um mês, Guedes já havia dito que grandes privatizações estariam no radar do governo. Ele, na época, avaliou que esse seria um “excelente ano” para que as subsidiárias da Caixa Econômica Federal divulgassem uma considerável oferta pública inicial de ações, especificamente no valor de até 50 bilhões de reais.

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