Greve dos Correios: federação sugere que funcionários retomem serviços

Por outro lado, a Fentect afirmou que vai recorrer contra o reajuste determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Saiba os detalhes!

Federação sugere que funcionários dos Correios retomem serviços: panorama de prédio dos Correios

Para a Fentect, o reajuste é inferior ao solicitado pela categoria. - Foto: Agência Senado

Na manhã desta terça-feira (22/09), a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) se reuniu com os sindicatos filiados. Eles analisaram a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que aprovou reajuste de 2,6% para a categoria. Ao longo da reunião, a Fentect sugeriu que os funcionários em greve retomem as atividades.

Por outro lado, a direção da entidade afirmou que vai recorrer contra a sentença do TST. “A Fentect vai reverter esse quadro e conclama a todos os trabalhadores para se manterem unidos, vigilantes e prontos para as próximas batalhas que virão”, diz a nota.

Para a Fentect, o reajuste é inferior ao solicitado pela categoria. “Ficou claro o alinhamento do judiciário com a política de retiradas de direitos em massa da classe trabalhadora. Ficou evidente um alinhamento político ideológico do tribunal com o governo, subserviente às políticas atuais e visando, inclusive, indicação de vaga no Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou a entidade.

A maioria dos ministros do TST também considerou que a greve dos funcionários, que começou em 17 de agosto de 2020, não foi abusiva. De acordo com a decisão, a metade dos dias interrompidos será descontada nos salário dos trabalhadores. A outra parte, no entanto, terá que ser compensada em momento posterior. Caso não ocorra o retorno imediato às atividades, a multa diária será fixada em R$ 100 mil.

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Entenda a greve dos Correios

No dia 17 de agosto de 2020, pelo menos 100 mil funcionários dos Correios aderiram à paralisação da categoria. A decisão pela greve aconteceu devido à falta de medidas de proteção contra a COVID-19 e em razão da quebra de acordo coletivo. Entre as cláusulas revogadas pela empresa pública, estão os pagamentos dos adicionais de risco e dos vales-alimentação.

"Foram retiradas 70 cláusulas com direitos, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais [sic], pagamento de adicional noturno e horas extras", a Fentect informou.

A provável privatização dos Correios, por sua vez, também foi apontada como outro motivo que desencadeou na paralização das atividades. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, os grevistas condenam o que chamam de "negligência com a saúde dos trabalhadores" e reivindicam a garantia dos direitos trabalhistas.

O secretário-geral da federação, José Rivaldo da Silva, também destacou que “o governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. (...) Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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