Funcionários da Caixa ameaçam entrar em greve

Por causa de cortes em direitos, funcionários da Caixa ameaçam entrar em greve nesta semana.

No momento, o governo federal está tendo que lidar com a greve dos Correios que foi iniciada no dia 17 de agosto. Agora, uma outra paralisação pode afetar milhões de brasileiros. Funcionários da Caixa ameaçam entrar em greve por causa do que consideram serem cortes de direitos.

De acordo com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus, o banco quer cortar direitos, como por exemplo, os planos de saúde até de quem está trabalhando nas agências de forma presencial.

Vale lembrar que a Caixa é a responsável por pagar os R$ 600,00 do auxílio emergencial e também por fornecer o dinheiro do saque emergencial do FGTS. Sendo assim, os funcionários do banco estão tendo que lidar com um número maior de pessoas por dia e mesmo com a utilização de equipamentos de proteção, estão mais sujeitos a contrair COVID-19.

Além disso, o banco está abrindo em alguns sábados para que os pagamentos possam ser feitos de forma mais segura, evitando aglomerações. Portanto, os bancários estão tendo uma jornada de trabalho maior durante a pandemia.

O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, em entrevista ao Portal iG, afirmou que os funcionários estão colocando até suas famílias em risco ao lidar com atendimento presencial durante a pandemia e que por isso considera o corte injusto.

"Mesmo com todo o empenho dos bancários para garantir a prestação de serviços essenciais à população, colocando em risco a saúde e a vida deles e de seus familiares, o governo federal quer acabar com direitos históricos conquistados pelos trabalhadores", comentou Takemoto.

Funcionários também reclamam de reajustes salariais

Outro ponto levantado por Sérgio Takemoto foi em relação aos ajustes salariais para os funcionários da Caixa. Segundo ele, o banco não tem a intenção de fazer qualquer tipo de reajuste até o final de 2021 e pretende diminuir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 48%, reduzir gratificações e modificar outros benefícios.

Com todas as mudanças em jogo, assembleias estão marcadas para a próxima terça-feira (25/08). Nelas, serão discutidos os próximos passos que os bancários irão tomar. Há a possibilidade de que seja decidido o início de uma greve.

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