Guedes admite que auxílio emergencial pode voltar a ser pago em 2021

O Ministro da Economia afirmou que os cadastros do auxílio emergencial e as contas digitais abertas facilitariam novos pagamentos para 2021.

Nesta terça-feira (10), Paulo Guedes comentou sobre a possibilidade dos pagamentos do auxílio emergencial seguirem para 2021. O ministro da Economia comentou que isso só deve acontecer caso haja uma segunda onda de coronavírus no Brasil. Segundo ele, os gastos com a pandemia foram superiores a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Guedes acredita que, se for necessário continuar com o benefício, as despesas poderão ser reduzidas. De acordo com o que o ministro explicou, as contas digitais criadas e os cadastros feitos facilitariam a abertura de novos pagamentos. A fala foi dada numa conferência com a agência Bloomberg.

"Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver. Se uma segunda onda nos atingir, aí iremos aumentar mais (os gastos). Em vez de 8% do PIB, provavelmente (usaremos) desta vez metade disso. Porque podemos filtrar os excessos e certamente usar valores menores", afirmou.

Pagamento do auxílio emergencial

O auxílio emergencial foi, inicialmente, lançado no valor de R$ 600 por três parcelas e depois estendido por mais dois meses. No entanto, o plano de Guedes era pagar apenas R$ 200 para que os depósitos pudessem acontecer num período de tempo maior. Em setembro, o benefício foi prorrogado por mais quatro parcelas num valor reduzido de R$ 300.

Segundo o ministro, o auxílio foi a principal medida para combater a crise e chegou a demandar R$ 322 bilhões. Havendo uma nova leva de contaminação por COVID-19, a ajuda de custo será retomada. Mas defendeu que a pandemia, já em declínio, não pode ser usada de justificativa para manter os depósitos.

"O que definitivamente não faremos é usar uma doença que nos deixou como desculpa para fazer movimentos políticos irresponsáveis. Nós podemos gastar um pouco mais. Exatamente porque as pessoas entendem que temos que voltar à situação anterior tão logo a doença nos deixe. Nós estamos prontos para agir se a doença vier novamente, mas certamente não agiremos [dessa forma] se ela for embora", pontuou.

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