Guedes afirma que Benefício Emergencial (BEm) deve voltar

Benefício Emergencial (BEm) ajudou a preservar 10 milhões de empregos atendendo 1,5 milhão de empresas em 2020. Para evitar demissões, deve ser retomado em 2021

Guedes afirma que Benefício Emergencial (BEm) deve voltar; Paulo Guedes

Guedes também falou sobre auxílio emergencial. - Foto: Palácio do planalto

O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (11/02) que o governo vem trabalhando pela retomada do programa de suspensão de contratos ou redução de salários e jornadas, o Benefício Emergencial (BEm)

“Nós trabalhamos com uma arquitetura que vai permitir que esse programa seja estendido”, afirmou Guedes em entrevista por videoconferência promovida pelo banco BTG Pactual.

Ao longo de 2020, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) ajudou a preservar 10 milhões de empregos atendendo 1,5 milhão de empresas. Os dados são do Ministério da Economia. 

O BEm foi uma das medidas tomadas pelos governantes para atenuar a crise sanitária e política causada pela COVID-19. Com ele, as empresas tiveram as opções de reduzir as jornadas de trabalho de seus funcionários ou de suspender seus contratos para evitar que esses fossem demitidos.

Guedes não explicou se o novo programa será como o anterior. O governo não decretou novo estado de calamidade e, por isso, os custos da medida precisam estar incluídos no Orçamento para 2021.

BEm ajudou a preservar 10 milhões de empregos!

Segundo estimativa, 10 milhões de empregos foram preservados com o BEM. Até o mês de setembro de 2020, 18.378.772 acordos foram feitos entre empregados e empregadores dentro do benefício. Como o número diz respeito aos acordos iniciais e prorrogações, o número de trabalhadores afetados é menor que esse.

O pico de adesão da suspensão de contrato e redução de jornada foi em abril, quando 6 milhões de acordos foram assinados pelos trabalhadores brasileiros. Em maio e julho, em média 3 milhões de empregados fizeram o mesmo. Já em agosto e setembro, esse número caiu para 1 milhão.

Estima-se que 43,8% dos acordos foram de suspensão de contratos de trabalhos, já 14,6% foram de redução de jornada a 25%, 18, 8% de redução de jornada a 50% e 22,1% de redução de jornada a 70%, 1% dos trabalhadores ficaram em jornadas intermitentes (com alternância de períodos).

Auxílio emergencial será retomado?

Nesta quinta-feira (11/02), o ministro da Economia Paulo Guedes falou sobre o auxílio emergencial e comentou que o benefício pode voltar a ser pago, mas no valor de R$ 250. 

"Teremos duas curvas, uma de vacinação em massa subindo, para imunizar a população, e garantir um retorno seguro ao trabalho, enquanto as camadas protetivas, que eram 600 (reais), caíram para 300 (reais), agora podem descer, digamos, para 250 (reais), uma coisa assim, e depois aterrissa de novo no programa Bolsa Família", explanou.

Guedes afirmou que recebeu pedidos de retorno das parcelas diretamente dos presidentes da Câmara e do Senado, bem como do próprio presidente da República. Contudo, pontuou também que isso só será possível se for aprovada uma PEC de Guerra, como em 2020. Segundo o ministro, sem a PEC, os pagamentos do auxílio emergencial não podem acontecer por ferir o teto de gastos e a regra de ouro.

Márcia Andréia
Redatora
Jornalista no Portal Concursos no Brasil, estudou Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduanda em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Dom Alberto.
Atuou na produção da Record Bahia, na assessoria de comunicação da Prefeitura de Correntina - BA, na redação do Jornal do Sudoeste, dentre outras atividades na área de propaganda.

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