Guedes: arroz subiu porque vida dos mais pobres melhorou

O ministro da Economia, Paulo Guedes, apontou que alta nos preços se deve aos mais pobres terem acesso ao auxílio emergencial e FGTS.

Guedes: arroz subiu porque vida dos mais pobres melhorou, Paulo Guedes

Ministro justificou alta nos preços durante live. - Foto: Ministério da Economia

Nesta terça-feira (15/09), durante uma live, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que alta no preço de serviços e produtos, como o arroz, ocorreu porque a condição de vida dos brasileiros mais pobres teria melhorado, mesmo com a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Os mais pobres estão comprando, estão indo no supermercado, estão comprando material de construção. Então, na verdade, isso é um sinal de que eles estão melhorando a condição de vida. O preço do arroz está subindo porque eles estão comprando mais”, afirmou o ministro.

Para isso, ele apontou que o auxílio emergencial e o saque do FGTS injetaram dinheiro aos mais pobres, criando inflação em certas áreas da economia. O arroz, por exemplo, chegou a registrar aumento de quase 20% desde o começo de 2020.

"A pauta de consumo dos mais vulneráveis e dos mais frágeis é justamente a alimentação e a construção da casa própria. Então está havendo um boom da construção na baixa renda e nos supermercados", comentou Guedes.

Ele ainda apontou que o grande número de exportações devido à alta do dólar contribuiu para que o preço subisse. “Está todo mundo comprando mais. Além disso, tem as exportações e subiu o dólar também”, disse.

Por fim, ainda sobre o assunto da alta no preço do arroz, Paulo Guedes falou que daqui alguns meses o Brasil passará por uma supersafra e com a maior disponibilidade do produto, os preços cairão automaticamente.

Governo não irá tabelar preços

Na última segunda-feira (14/09), o presidente Jair Bolsonaro voltou a mencionar que o governo não pretende definir tabelamento para impedir a alta nos preços dos produtos ou serviços, como o arroz e o combustível.

"Não vai haver tabelamento de nada, não vai haver canetaço, diminuição de tarifa na mão grande, como foi feito no passado", respondeu o presidente a um apoiador que reivindicou a diminuição no preço da gasolina.

Ao mesmo tempo, ele se disse preocupado com os preços excessivos praticados por alguns estabelecimentos. "Obviamente, temos a preocupação de combater possíveis excessos, mas ninguém vai tabelar nada e nem interferir no mercado. Isso já foi testado no passado, já foi feito no passado e não deu certo", justificou Bolsonaro.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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