Guedes comenta sobre possível auxílio emergencial no valor de R$ 250

Ministro da Economia afirmou que novo auxílio emergencial, em valor reduzido, pode surgir em 2021. Ao comentar sobre programas sociais, elogiou o Bolsa Família.

Nesta quinta-feira (11/02), o ministro da Economia Paulo Guedes voltou a falar sobre o auxílio emergencial e comentou que o benefício pode voltar a ser pago, mas no valor de R$ 250. O comentário foi feito em conversa online com o ex-secretário do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida.

"Teremos duas curvas, uma de vacinação em massa subindo, para imunizar a população, e garantir um retorno seguro ao trabalho, enquanto as camadas protetivas, que eram 600 (reais), caíram para 300 (reais), agora podem descer, digamos, para 250 (reais), uma coisa assim, e depois aterrissa de novo no programa Bolsa Família", explanou.

Guedes afirmou que recebeu pedidos de retorno das parcelas diretamente dos presidentes da Câmara e do Senado, bem como do próprio presidente da República. Contudo, pontuou também que isso só será possível se for aprovada uma PEC de Guerra, como em 2020. Segundo o ministro, sem a PEC, os pagamentos do auxílio emergencial não podem acontecer por ferir o teto de gastos e a regra de ouro.

Durante a conversa, ele explicou que a criação de programas sociais depende também de compensações. Ou seja, medidas para gerar um contrapeso aos gastos, como o congelamento de salários dos servidores públicos, conforme explicou. Guedes ainda ressaltou que Saúde e Economia precisam se recuperar juntas. Em anúncio anterior, havia dito que o auxílio emergencial poderia ser pago para um grupo menor de pessoas.

Comentários sobre o Bolsa Família

Na ocasião, o ministro também falou sobre o Bolsa Família e elogiou o programa, reconhecendo que a transferência de renda ajudou e ainda ajuda milhares de pessoas.

"Você quer acabar com a pobreza? Dá o dinheiro na mão do pobre e ele decide o que fazer. E foi o que o PT fez com o Bolsa Família. Um belíssimo programa, e foi um sucesso. Eles atingiram 40 milhões de brasileiros e merecidamente foram reeleitos algumas vezes, porque fizeram um bom programa social", afirmou.

Mas também trouxe críticas e pontuou sobre a necessidade de medidas protetivas. "Tudo isso tem que ter bom fundamento fiscal, se não se perde, como se perdeu", comentou. Agora, o governo federal trabalha numa reestruturação do BF que deve ser lançada em breve.

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