Guedes comenta sobre reforma tributária e novos impostos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre reforma tributária para ainda este ano. Ele também comentou sobre impostos como CPMF digital.

Neste domingo (5), o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a possibilidade de a reforma tributária ser aprovada ainda em 2020. No entanto, detalhes sobre essa ação não foram divulgados. Guedes aproveitou o momento para sugerir, novamente, um imposto sobre transações digitais financeiras.

Segundo o ministro, o imposto não será uma nova CPFM (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira), apesar de ser conhecido como CPMF digital. Guedes acredita que essa é a melhor forma de reduzir o tributo sobre a folha de pagamentos.

“Todo mundo falava do imposto de transação, que é muito ruim, é feio, uma areia do sistema. Mas tem uma base de incidência que traficante de droga não escapa, traficante de arma não escapa. Ninguém escapa. Corruptos não escapam”, afirmou sobre a substituição do imposto da folha de pagamento pela tarifação sobre operações digitais.

Contudo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se colocou contra esse tributo. Ele explicou que “é possível fazer mudanças tributárias sem a necessidade de criar novos impostos, e não podemos transferir para os brasileiros mais simples o que é da responsabilidade de cada um que rege um Poder no país”.

De acordo com Maia, a reforma tributária é uma prioridade da Câmara para o segundo semestre de 2020. “A reforma de bens e serviços já está na Câmara e no Senado, e precisamos retomar esse debate nesta semana. Não tem mais tempo para esperar. Até o fim do meu mandado à frente da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro do ano que vem, não contem com a votação de qualquer imposto disfarçado de CPMF”, frisou.

Substituir impostos e não criar novos

O ministro da Economia defendeu sua posição dizendo que não pretende criar novos impostos, mas substituir os que já existem. Segundo Guedes, é preciso "experimentar reforma tributária liberal-democrata". Sendo assim, ele explicou que a base da reforma tributária é que a "pessoa física rica pague mais e empresa pague menos" com o objetivo de gerar empregos.

Ele explicou que abrir novas oportunidades no mercado de trabalho é sua prioridade. Para Guedes, a solução do problema das tarifações é "simplificar os impostos, reduzindo os impostos sobre lucro e aumentando sobre os dividendos". Outra ideia que o ministro ressaltou é utilizar o que teve de bom em governos anteriores.

Em sua fala, o ministro citou o Bolsa-Escola de FHC, que evoluiu com o Bolsa Família criado por Lula. Agora, com o auxílio emergencial, foi possível identificar milhões de pessoas que são consideradas vulneráveis e que precisam ser incluídas no Bolsa Família, de acordo com Guedes. "Vamos pegar o que cada lado tem de bom e não nos perder em narrativas excludentes", pontuou.

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