Guedes defende o aumento do teto salarial por meio da “meritocracia”

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, teto do funcionalismo público deveria ser revisado.

Nesta quarta-feira (09/09), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o aumento do teto salarial por meio da “meritocracia”. Segundo ele, a iniciativa tem como objetivo valorizar os bons funcionários e impedi-los de sair para a iniciativa privada. A fala do ministro ocorreu durante um debate virtual onde detalhes da reforma administrativa estavam sendo discutidos.

“Nós deveríamos ser mais meritocráticos nisso. A Presidência da República, o Supremo, têm que receber muito mais do que recebem hoje, pela responsabilidade do cargo, pelo peso das atribuições, pelo mérito em si para poder chegar a uma posição dessas”, disse o ministro.

Guedes afirmou que os salários da alta administração do Brasil é baixa, o que considera um absurdo. "Eu acho um absurdo os salários da alta administração brasileira, acho que são muito baixos. Muita gente preocupada com o teto, a minha preocupação é ao contrário. Para preservar pessoas de qualidade no serviço público, como tenho visto aqui em Brasília", comentou.

A ideia de Paulo Guedes ainda não pode ser aplicada. De acordo com a Lei em vigência, os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser os maiores de todos os servidores públicos. Atualmente, a remuneração está em R$ 39,2 mil, sem contar os benefícios.

Ainda sobre o teto de gastos, o ministro defendeu que haja uma grande diferença de remuneração entre os cargos. "Tem que haver uma enorme diferença de salários, sim, na administração pública brasileira. Quantos chegam ao Supremo Tribunal Federal? Quantos chegam ao TCU?", disse Guedes.

Justificativa para a reforma administrativa

Durante o debate virtual, Guedes justificou que a reforma administrativa tem como função modernizar o serviço público, flexibilizando suas regras e procurando eficiência. Apesar da fala sobre o teto de gastos, a reforma não prevê alteração dentro do teto. No entanto, o ministro comentou que isso pode ser visto no futuro próximo.

Por fim, ele também apontou a economia prevista por causa da reforma nos próximos dez anos. "Nossos cálculos iniciais são de que essa reforma, na formatação padrão que nós enviamos, vai cortar R$ 300 bilhões”, disse.

Segundo ele, nos primeiros anos as contratações para o serviço público irão diminuir, sendo que as remunerações podem ser menores até que haja um equilíbrio nas contas.

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