Guedes: discussões sobre o Renda Cidadã só ocorrerão após as eleições

Ministro comentou que o novo programa de renda será debatido depois das eleições, pois este não seria o momento ideal para discutir o tema.

Guedes: discussões sobre o Renda Cidadã só após as eleições, Paulo Guedes falando

Governo ainda não sabe de onde sairá recursos para o programa. - Foto: Palácio do Planalto

Nesta sexta-feira (02/10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as discussões sobre o Renda Cidadã só serão aprofundadas após as eleições. O programa será o substituto do Bolsa Família e vem gerando diversos debates e divergências. Para esfriar os ânimos, a ideia é conversar depois dos pleitos municipais.

"Agora, você está numa temporada política. Faltam 40, 50 dias para uma eleição. Você, a 40, 50 dias da eleição, como é que você vai entrar nessa brigalhada? A 40, 50 dias da eleição, você falar que o Renda Brasil vai ser R$ 300: 'Não, não dá, é dinheiro demais'. Ah, então vai ser R$ 190: 'Ah, não pode, lá embaixo também, assim não dá'. Isso é hora de se discutir isso?”, questionou Guedes.

Ele complementou dizendo que quem decide as pautas e o momento em que serão colocadas para discussão é o campo político. “É hora de ir para a eleição e as reformas vão estar prontas, porque, eu sempre disse isso para vocês, quem dá o timing é a política”, disse o ministro.

Governo procura soluções para financiar Renda Cidadã

O governo ainda não conseguiu encontrar uma fonte de recursos para poder pagar o Renda Cidadã sem furar o teto de gastos e sem tirar dinheiro de alguma parte fundamental do orçamento. A proposta de se retirar verbas do Fundeb e dos precatórios foi recebida com muita desconfiança pelo mercado e sofreu críticas de especialistas e até de parlamentares.

O vice presidente, Hamilton Mourão, chegou a afirmar que não tem de onde tirar o dinheiro para poder financiar o novo programa de renda.

Fim do desconto do IR pode ser solução

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, uma das novas alternativas que estão sendo estudadas pelo governo, é a de se cortar o desconto de 20% do Imposto de Renda (IR) para quem opta pela declaração simplificada. Atualmente, o valor é retirado automaticamente e beneficia cerca de 17 milhões de pessoas.

Sendo assim, para bancar o Renda Cidadã, técnicos do Ministério da Economia disseram ao jornal que o corte está sendo previsto, mas que mesmo assim, não será suficiente para pagar todo o programa.

A declaração simplificada existe há 45 anos e de acordo com o Ministério da Economia, não faz mais sentido existir. No caso, a equipe econômica aponta que tal formato não é mais necessário pelo fato da plataforma de declaração ser digital e não envolver tantos documentos em papéis. 

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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