Guedes promete anunciar três a quatro privatizações em até 60 dias

O ministro também disse que o presidente Jair Bolsonaro forneceu apoio para fomentar as privatizações e as reformas. Confira os detalhes em nossa matéria!

Três a quatro privatizações em até 60 dias: enquadramento em rosto de Paulo Guedes. Ele está com um microfone em sua frente. Ao fundo, é possível ver o presidente Jair Bolsonaro

Guedes também pontuou que as estimativas do mercado para o PIB estão melhorando. - Foto: Isac Nóbrega/PR

Na última quinta-feira (06/08), Paulo Guedes voltou a mencionar sobre a estatização de grandes empresas. O ministro da Economia afirmou que deve anunciar três ou quatro privatizações entre 30 e 60 dias, mas não chegou a dizer quais seriam as companhias que passariam por essa mudança. Seu pronunciamento aconteceu em evento transmitido na internet, que foi organizado pela Fundación Internacional para la Libertad (Fundação Internacional pela Liberdade).

Há um mês, Guedes já havia dito que grandes privatizações estariam no radar do governo para serem realizadas ainda em 2020. Ele, na época, avaliou que esse seria um “excelente ano” para as subsidiárias da Caixa Econômica Federal fazerem uma considerável oferta pública inicial de ações, especificamente no valor de 20 a 50 bilhões de reais.

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“Vamos anunciar três ou quatro privatizações de grandes companhias”, disse Guedes

Guedes também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro forneceu suporte para que o governo mantenha as propostas das privatizações e das reformas. O ministro da Economia disse que, após os gastos extraordinários para o enfrentamento da crise gerada pela pandemia, será possível retomar a trajetória fiscal, com redução de despesas.

“Perdemos um ano em termos de espaço fiscal, mas nós ganhamos milhões de vidas, a economia continuou com os sinais vitais preservados. Então, estou dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo de novo. Surpreendeu no ano passado, quando nós fizemos uma reforma difícil [da Previdência] e vamos surpreender de novo deste ano, porque estamos votando propostas”, destacou.

Durante o evento da última quinta-feira (06/08), Guedes pontuou que as estimativas do mercado para o PIB estão melhorando para uma contração pouco acima de 4%, já que existiam projeções que se aproximaram de uma queda de dois dígitos. “Até o final do ano, já devemos estar de volta”, afirmou. O ministro estima que o PIB poderá subir 3%, 3,5% ou 4% no ano que vem.

Maia descarta privatização da Eletrobras em 2020

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ser "difícil" o Congresso tratar da privatização da Eletrobras em 2020. Entretanto, em videoconferência realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), ele disse que apoia a ideia de realocar os recursos e votará a favor da estatização.

"(...) Acho que a privatização (da Eletrobras) na Câmara é difícil este ano. O adiamento da eleição vai atrasar e, somado a isso, temos o atraso que nós tivemos no ano passado. Não tivemos uma solução entre Câmara e Senado. A pandemia também atrasou. Vamos ficar com pouco tempo para discutir a capitalização da Eletrobras. Eu defendo, quando vier eu vou votar a favor. A alocação daquele recurso pode ser feita de forma melhor para a sociedade se a empresa for vendida. É a minha opinião", disse na videoconferência realizada na última quinta-feira (06/08).

Durante a mesma conversa, Maia também defendeu as reformas do governo e se posicionou contra a revisão do teto de gastos. Politicamente, ele percebeu uma relação direta entre os dois assuntos. "Se tivermos coragem de sentar em cima do teto e não deixar passar um real, vamos conseguir fazer as outras reformas. Se deixarmos passar, não vamos conseguir fazer", argumentou.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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