Guedes quer financiar novo Bolsa Família por meio de privatizações

Com o valor arrecadado, Guedes disse que seria possível ampliar o Bolsa Família ou fundar um novo programa social, nomeado por ele de “Renda Brasil”. Confira.

Em audiência realizada no Senado Federal, o ministro da Economia comentou sobre a possibilidade de ampliar o programa Bolsa Família. Paulo Guedes sugeriu criar um fundo de financiamento por meio das privatizações de estatais, além da venda de dividendos das empresas públicas que fornecem lucros. Com o valor arrecadado, o chefe da pasta disse que seria possível ampliar o Bolsa Família ou elaborar um novo programa social, nomeado por ele de “Renda Brasil”.

"Imaginem que nós tenhamos esse Fundo Brasil, que nós separemos lá os ativos que dão retorno ou os que vão ser vendidos e coloquemos isso nesse Fundo Brasil. Eu tenho já uma proposta interessante para nós sentarmos e elaborarmos. Uma parte disso pode justamente ajudar o Renda Brasil, pode complementar, para poder permitir um programa social mais robusto", disse Guedes na última quinta-feira (25/03).

Ao longo de seu pronunciamento, os senadores cobraram melhorias nas assistências sociais do país. “Se aumentar sem fontes, traz de novo a hiperinflação de dois dígitos, com juros altos, e o resultado final é desemprego em massa, e o imposto mais cruel para o pobre, que é a inflação”, o ministro da Economia argumentou em resposta aos parlamentares.

Vale lembrar que o Renda Brasil já havia sido estudado pela equipe econômica. A ideia inicial era de aumentar o valor médio do Bolsa Família e incluir mais unidades familiares nos cadastros. Entretanto, Guedes pretendia extinguir outros programas sociais para financiar o Renda Brasil, como abono PIS/Pasep e Farmácia Popular. O presidente Jair Bolsonaro acabou desaprovando as mudanças sugeridas.

Novo Bolsa Família pode ser lançado em agosto de 2021

O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que existe uma discussão em andamento para ampliar o Bolsa Família a partir de agosto de 2021. Durante audiência realizada na última quarta-feira (24/03), o chefe da pasta informou que o novo projeto será debatido pelos integrantes da Frente Parlamentar Mista de Renda Básica. O propósito é de implementar as mudanças após o auxílio emergencial 2021.

“Há um estudo no Ministério [da Cidadania] buscando o fortalecimento do programa Bolsa Família. Tenho conversado com diversos colegas parlamentares, de diversas correntes, sobre o tema e inclusive pré-agendamos uma reunião, no dia 29 de março, com a Frente Parlamentar de Renda, onde vamos discutir um pouco para que a gente possa buscar agregar e construir uma proposta de ampliação do programa”, afirmou em audiência na Câmara dos Deputados.

O novo Bolsa Família, inclusive, já era tema de estudos desde o ano passado, quando o antigo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que o projeto havia sido finalizado. Conforme informações preliminares, o programa poderá contar com as seguintes mudanças:

  1. Criação de microcrédito digital produtivo para os beneficiários, desde que sejam micro ou pequenos empreendedores;
  2. Valor das parcelas médias poderá ser arredondado (de R$ 192 para R$ 200);
  3. Inclusão de mais 300 mil cadastros no programa. Atualmente, existem mais de um milhão de famílias que ainda aguardam parecer do governo;
  4. Prêmio anual de R$ 200 para os estudantes que conseguirem destaque;
  5. Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para alunos com bom desempenho no setor de ciência e tecnologia;
  6. Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para alunos com bom desempenho em atividades esportivas;
  7. Auxílio-creche mensal de até R$ 200 para as mães inscritas no Bolsa Família.

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