IBGE: 20 estados batem recorde de desemprego

Dados do IBGE apontaram que desemprego no país, em 2020, foi o maior já registrado desde o começo das pesquisas.

A pandemia provocada pela COVID-19 continua afetando o emprego de milhões de brasileiros. De acordo com pesquisa do IBGE, 20 estados bateram o recorde de desemprego ao longo do ano de 2020.

O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi divulgado nesta quarta-feira (10/03). Chama a atenção o fato de que a média nacional ficou em 13,5%, a maior desde o começo das medições por parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

De todos os estados, somente sete não bateram o recorde histórico da Pnad em relação a falta de trabalho. As unidades federativas são: Amapá, Pará, Tocantins, Pernambuco, Piauí, Espírito Santo e Santa Catarina.

Nordeste sofreu mais com o desemprego

Conforme o IBGE, a região Nordeste foi a que apresentou as maiores taxas de desemprego, enquanto o Sul teve o melhor desempenho. Em alguns estados do Norte e Nordeste, menos da metade da população estava trabalhando. Nas demais regiões, somente o Rio de Janeiro ficou em situação semelhante.

Ao mesmo tempo, a pesquisa apontou que houve uma queda até na informalidade. Isso quer dizer que os trabalhadores passaram a ter menos oportunidades para fazer mais bicos ou trabalharem por conta própria, sem o registro na Carteira de Trabalho ou sem a abertura de um MEI.

O Maranhão foi o estado com os piores números proporcionais em trabalhadores do regime CLT (48,5%). Por outro lado, Santa Catarina conseguiu ficar na primeira posição, com o melhor desempenho do país no quesito (87,9%).

Do terceiro trimestre para o quarto, na média nacional, houve uma queda de 14,6% para 13,9% no desemprego. Esta melhora foi puxada pelos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão e Roraima, únicos que viram o desemprego cair no emprego.

Desemprego atinge mais mulheres, jovens e negros

Um outro dado a ser destacado é que jovens, mulheres, negros e pardos foram os mais prejudicados durante a pandemia. Enquanto a taxa entre homens foi em média de 11,9%, para elas chegou a 16,4%.

Cerca de 17,2% dos negros e 15,8% dos pardos ficaram desempregado. Entre os brancos, o número foi bem menor: 11,5%. Além disso, houve maior número de jovens sem emprego:

  • De 14 a 17 anos: 42,7% desempregados,
  • De 18 a 24 anos: 29,8% desempregados;
  • De 25 a 39 anos: 13,9% desempregados.

Compartilhe

Especial Concurso BB

Veja mais »