Lira defende novo Bolsa Família em vez de prorrogar auxílio em 2021

“O auxílio deve ficar entre julho e agosto. Eu não acho que a melhor decisão seja postergá-lo”, disse Lira ao defender criação do novo Bolsa Família. Confira.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o ideal não seria prorrogar o auxílio emergencial para além das parcelas previstas em 2021. Na última segunda-feira, dia 07 de junho, ele informou que a prioridade deveria ser o lançamento do novo Bolsa Família. Esse projeto, inclusive, já vem sendo cogitado e debatido pelo governo federal desde o ano passado.

“O auxílio [emergencial] deve ficar entre julho e agosto [de 2021]. Eu não acho que a melhor decisão seja postergá-lo. Nós temos que ter um projeto viável para ainda antes do recesso votar um projeto de auxílio, não, mas de renda, permanente em substituição ao Bolsa Família. Inclusive sendo mais socialmente agradável, palatável”, argumentou em evento virtual realizado pelo Bradesco BBI.

Apesar da posição contrária de Lira, o auxílio emergencial poderá ser prorrogado pelo governo brasileiro. O presidente Jair Bolsonaro, segundo apurações do Estadão/Broadcast, está preparando o anúncio das novas parcelas e da reformulação do Bolsa Família. Parte da equipe econômica defende que a prorrogação do auxílio seja enxuta e vista como uma ponte até a criação do novo programa de renda.

Guedes diz que auxílio emergencial terá mais duas ou três parcelas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, dia 08 de junho, que o governo deverá prorrogar o auxílio emergencial por mais dois ou três meses. Previsto para ser encerrado em julho, o programa poderá ser ampliado até outubro de 2021. O chefe da pasta, em contrapartida, não comentou se os valores das parcelas vão passar por reajustes pontuais.

"Possivelmente nós vamos estender agora o auxílio emergencial por mais dois ou três meses, porque a pandemia está aí. (...) Os governadores estão dizendo que, em dois ou três meses, a população brasileira adulta vai estar toda vacinada. Então, nós vamos renovar por dois ou três meses o auxílio, e logo depois entra, então, o novo Bolsa Família, já reforçado", afirmou.

Até o momento, os beneficiários do auxílio emergencial recebem parcelas com valores variáveis. As mães chefes de família têm direito aos pagamentos mensais de R$ 375, enquanto os que moram sozinhos fazem jus às cotas de R$ 150. Já os demais beneficiários, com mais de um membro no grupo familiar, contam com parcelas médias de R$ 250.

Como não houve abertura de inscrições em 2021, a Dataprev ficou apenas responsável por analisar os cadastros antigos no programa. Todas as regras para o recebimento do benefício estão dispostas na medida provisória de nº 1.039. Dentre o público-alvo, estão: beneficiários do Bolsa Família, integrantes do CadÚnico e cidadãos que receberam o auxílio emergencial em dezembro de 2020.

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