Pelo menos 39% de mães brasileiras perderam emprego durante a pandemia

Aproximadamente sete milhões de mulheres abandonaram o mercado de trabalho apenas na última quinzena de março. Confira os detalhes!

Pelo menos 39% de mães brasileiras perderam emprego durante a pandemia: enquadramento fechado em dedinhos de bebê tocando em mão de sua mãe

Além disso, o auxílio emergencial alcançou menos de 50% das mulheres que pediram os repasses. - Foto: Unsplash

Os efeitos econômicos ocasionados pela pandemia foram mais intensos para as mulheres que possuem filhos pequenos. De acordo com pesquisa promovida pela empresa Famivita, 39% das mães brasileiras perderam o emprego ao longo do estado de calamidade pública, incluindo aquelas que tinham trabalhos informais.

A situação fica ainda mais preocupante quando levamos em conta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE. Conforme os dados apurados, pelo menos sete milhões de mulheres abandonaram o mercado de trabalho apenas na última quinzena de março de 2020.

São cerca de dois milhões a mais do que o número de homens dentro do mesmo contexto. “A própria possibilidade de maternidade fragiliza a mulher no mercado. (...) Pesquisas mostram que metade é demitida antes de os filhos fazerem 2 anos. Em momentos de crise, isso ocorre ainda mais”, explicou a professora do Ibmec-RJ, Vivian Almeida, para o Jornal ‘Extra’.

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46% das mulheres que solicitaram auxílio emergencial foram aprovadas

Conforme outro levantamento realizado pela empresa Famivita, nos dias 27 e 28 de julho de 2020, o auxílio emergencial alcançou menos de 50% das mulheres que pediram os repasses.

Os estudos mostraram que apenas 46% das solicitantes conseguiram receber os benefícios de R$ 600, que poderiam aumentar para R$ 1.200 nos casos de mulheres provedoras do lar. Além do mais, apenas 57% das mães com filhos pequenos tiveram os repasses aprovados.

Vale lembrar que, no dia 29 de julho, o presidente Jair Bolsonaro acabou vetando o PL que priorizava as mães chefes de família no pagamento do auxílio emergencial.

O texto rejeitado concedia preferência às mães quando houvesse informações conflitantes no cadastro. Em seu argumento, Bolsonaro informou que o projeto não apresentava impacto orçamentário/financeiro e isso violaria a Constituição.

“Ademais, o projeto se torna inviável ante a inexistência nas ferramentas e instrumentos de processamento de dados, que geram a folha de pagamento do auxílio emergencial, de dados relacionados a quem possui efetivamente a guarda da criança”, justificou na época.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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