Maia afirma que não existe consenso para privatizar Eletrobras em 2020

O presidente da Câmara disse que os congressistas já têm “muitos assuntos polêmicos” e vão acabar “não resolvendo nada”. Confira os detalhes!

Em conferência realizada pelo Santander na última terça-feira, dia 18 de agosto, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que a pauta sobre a privatização da Eletrobras pode não avançar em 2020. O presidente da Câmara dos Deputados disse que o assunto ainda é polêmico entre as duas casas legislativas e, em razão disso, pode prejudicar a análise de outras pautas a respeito da saúde fiscal do país.

“O que precisamos decidir é quais são nossas prioridades. Temos metade de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro com uma eleição municipal no meio. Nós temos a questão do auxílio emergencial, que o governo vai ter que pensar uma solução”, disse Maia ao longo da conferência. Para o parlamentar, o foco deveria estar em estratégias que permitam as reformas estruturais e o cumprimento do teto de gastos.

“Temos outra pressão daqueles que entendem que os investimentos públicos, neste momento, têm papel importante. (...) Então, acho que temos que escolher quais são nossas prioridades, em um tempo muito curto. Porque, se a gente não avançar, o que vai acontecer no final do ano é que vai voltar a pressão: ‘tem que furar o teto'”, argumentou.

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Privatização da Eletrobras pode acontecer em 2020?

Durante a mesma conferência, Rodrigo Maia foi questionado a respeito das declarações do ex-secretário Salim Mattar, especialmente quanto às dificuldades na implementação de um programa de privatizações. O presidente da Câmara afirmou que, de fato, houve uma tentativa de avanço no caso da Eletrobras ainda em 2019. Entretanto, as perspectivas atuais são ruins para um consenso do assunto entre deputados e senadores.

“Tentamos encaminhar [proposta sobre a privatização da] Eletrobras no ano passado, não tivemos acordo entre Câmara e Senado. O Senado [estava] muito resistente naquele momento. Se você olhar a estrutura da Eletrobras, você vai ver que, comparada com o setor privado, o recurso público poderia estar sendo mais bem investido. A Eletrobras tem custos muito acima dos seus concorrentes no mercado. Sua privatização é fundamental”, disse.

Rodrigo Maia acredita que a maior “resistência” vem do Senado. No entanto, de qualquer forma, o Congresso já tem “muitos assuntos polêmicos e vai acabar não resolvendo nada” se for debater sobre a Eletrobras ainda em 2020.

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