Maia diz que Câmara não pautará prorrogação de calamidade

Rodrigo Maia afirmou que o período de calamidade terá fim em 31 de dezembro e, com ele, a PEC do Orçamento de Guerra. A ideia é não ir além do teto de gastos.

Prorrogação de calamidade: rodrigo maia sentado em cadeira de couro na frente de microfone

O fim do estado de calamidade visa não elevar os gastos além do período previsto. - Foto: Partido dos Trabalhadores

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que não irá pautar votação para prorrogação do estado de calamidade no Brasil, datada para 31 de dezembro de 2020. A declaração foi dada em coletiva de imprensa realizada junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (11). Segundo Maia, o objetivo é não “furar” o teto de gastos previsto para esse período.

“Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal. O presidente sabe disso, o presidente tem nos apoiado”, disse Guedes.

Na coletiva, Maia comentou que o crescimento do endividamento público não pode ser uma solução para o aumento de recursos à população. Dessa forma, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra, criada para cobrir emergências durante a pandemia de coronavírus, terá fim o mesmo prazo estabelecido para o período de calamidade. Não elevando os gastos do país a um período maior do que o previsto.

"A calamidade acaba no fim do ano, a PEC da Guerra acaba no fim do ano. Se temos que achar caminhos para melhorar os gastos no Orçamento de 2021, nós vamos encontrar no Orçamento de R$ 1,485 trilhão, que é o limite projetado, somado aos R$ 300 bilhões de subsídio tributário", afirmou.

Maia ainda se colocou contra a extensão do auxílio emergencial. "Eu concordo com o governo que não há espaço para prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600. Você explode o teto de gastos de um lado e a economia explode de outro. Nós queremos continuar com a nossa responsabilidade", explicou.

Mais tarde, em seu perfil Oficial do Twitter, o presidente da Câmara falou que “não haverá jeitinho nem esperteza para desrespeitar o teto de gastos”. Ele também citou a importância de abrir espaço para investimentos. Confira:

Os debates sobre gastos públicos serão retomados na Câmara em breve e Rodrigo Maia disse que conversará com Davi Alcolumbre, presidente do Senado para tratar do assunto.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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