MEC vai fornecer pacote de internet para estudantes com baixa renda

De início, o programa de conectividade deve atender 400 mil estudantes das universidades e instituto federais. Confira os detalhes!

Na última segunda-feira, dia 17 de agosto, o Ministério da Educação anunciou a realização de um programa de conectividade para os estudantes com baixa renda das universidades e institutos federais. O objetivo é de fornecer pacote de internet para que ao menos 400 mil alunos possam acompanhar o ensino a distância, especialmente aqueles com rendimentos de até R$ 522,50 per capita (renda familiar mensal).

Será oferecido um “bônus” para os estudantes que já possuem dados móveis. Para os que não têm, devem ser entregues novos chips com acesso ao plano de internet. Os pacotes provavelmente vão contemplar de 5 GB a 40 GB de conectividade, tendo em vista a média de 20GB calculada pelo MEC e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

“Houve um delay [atraso], foi um pouquinho tarde para tomarmos essa iniciativa. Mas vocês têm que concordar conosco que o percurso administrativo que as coisas públicas possuem, e toda a nossa burocracia interna, ela nos torna um pouco mais lentos, e isso naturalmente foi uma das causas pelas quais a gente demorou um pouquinho mais do que aparentemente seria o razoável para poder oferecer isso que nós vamos oferecer”, afirmou o ministro Milton Ribeiro.

Os alunos que não residirem nos municípios das instituições federais deverão ser avaliados caso a caso. “Onde nenhuma das operadoras [envolvidas no programa] atender, a universidade vai tratar de forma específica”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza.

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Medidas para amenizar os efeitos da pandemia: pacote de internet para estudantes de baixa renda

Os benefícios, por sua vez, vão entrar em vigência no mês de agosto para os estudantes das 25 universidades e 16 institutos federais que já retomaram o ensino na modalidade remota. As restantes devem receber os pacotes de internet à medida que retomarem as aulas. Conforme informações preliminares, as próprias instituições de ensino ficarão responsáveis por entregar os dados dos alunos às operadoras.

O diretor-geral da RNP, Nelson Simões, ressaltou que esse programa lança as bases para a inclusão de banda larga nos domicílios dos estudantes. Segundo ele, isso acaba facilitando a implementação de um modelo que reúna ensino a distância e presencial. “Cada vez mais, a educação será feita de forma híbrida”, destacou.

O programa de conectividade deve se estender até o dia 31 de dezembro de 2020, em que termina o decreto sobre o estado de calamidade pública. De acordo com o Ministério da Educação, os pacotes de internet podem continuar até mesmo após esse prazo. Tudo vai depender da evolução da pandemia nos estados e municípios brasileiros.

Tópico: MEC

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